Stranger Things – 4ª Temporada [Crítica]

Quando eu acho que Stranger Things pode quem sabe começar a perder o fôlego, eis que a Netflix me entrega uma quarta temporada cheia de terror e um bom suspense, além, é claro, de muito hormônio adolescente!

Seis meses se passaram desde a tragédia no Shopping de Hawkins que culmina no desaparecimento de Hopper (David Harbour). Claro que todos acreditam na sua morte, mas nós já sabíamos que ele estava bem vivo na Rússia. 

Na nova cidade, Eleven (Millie Bobby Brown) junto com a família Byers, tenta se adaptar à nova vida, mas tem bastante dificuldade na escola. Enquanto Joyce (Winona Ryder) tem um novo emprego, Jonathan (Charlie Heaton) tenta lidar com a ausência da namorada, e Will (Noah Schnapp) tenta ajudar a amiga no colégio. Em Hawkins, Mike (Finn Wolfhard)  e Dustin (Gaten Matarazzo) continuam os mesmos, mas Lucas (Caleb McLaughlin) se torna jogador de basquete na tentativa de ser popular, o que o afasta de seus amigos. Inclusive de Max (Sadie Sink), que foi a que mais sentiu e se traumatizou com os eventos passados. Aliás, a personagem ganha um enorme destaque nessa temporada, merecidamente. 


A trama é dividida em praticamente em três núcleos. Dusting, Steve (Joe Keery), Robin (Maya Hawke), Max, Lucas e Nancy (Natalia Dyer) estão em Hawkins investigando uma série de assassinatos ligados a Vecna (uma referência ao jogo Dangerous Dragon). As pessoas sofrem pesadelos vívidos, são assombradas por essa entidade que os acaba matando assustadoramente e com isso o grupo também vai descobrindo um pouco mais sobre a cidade. Sem dúvida o ponto principal da história e o melhor também. Já o trio Jonathan, Will e Mike com o acréscimo de Argyle (Eduardo Franco), tenta ajudar Eleven que passa por problemas não só na escola, mas com seus poderes. Com isso, a personagem precisa revisitar seu passado traumático, o que nos traz boas revelações também. E o outro grupo é formado por Joyce e Murray (Brett Gelman) na tentativa de resgatar Hopper e embora eu adore esses personagens, achei o plot menos interessante diante dos outros acontecimentos.

É impossível ver a Eleven sofrendo bullying na escola e não sentir a vibe de Carrie de Stephen King, também é possível perceber diversas referências a filmes clássico de terror, como O Exorcista e a produção trabalha muito bem a atmosfera sombria como sempre.  Outras referências à cultura pop da época, como Kate Bush, também ficam em evidência mais uma vez. O roteiro consegue equilibrar a parte do suspense e terror, com drama e um pouco de romance. É uma temporada mais madura, em que os personagens vivem a adolescência e suas inseguranças, mas ao mesmo tempo a série não deixa de tratar com intensidade o horror vivido por eles.  Além disso, o roteiro conseguiu trazer um novo vilão sem saturar a ideia do Mundo Invertido.


A primeira parte da temporada é composta por 7 episódios, todos bem longos, mas confesso que nem senti muito a duração de tão dinâmico que ficou a construção da história. Foi bom ver Max tendo destaque e a abordagem da relação de Will, Mike e Eleven, mostrando que esse plot ainda tem muito fôlego. Nancy e Jonathan também têm a relação em cheque devido a distância e me impressiona como Steve amadureceu ao longo das temporadas. Também vale ressaltar que a adição de Eddie (Joseph Quinn) a trama foi muito boa. Também é sempre bom frisar como o roteiro consegue destacar personagens femininas, Nancy com seu faro jornalístico, Robin pela perspicácia, Joyce extremamente inteligente, Max resiliente e Suzie um gênio!

Enfim, gostaria que a Netflix tivesse liberado já os 9 episódios, mas agora nos resta esperar pelos os dois últimos. Feliz por ver que Stranger Things não está se arrastando e que se encaminha para um final digno.  

Michele Lima

4 thoughts on “Stranger Things – 4ª Temporada [Crítica]

  • 28 de maio de 2022 em 10:31
    Permalink

    Oi Mi,
    Estou no episódio 4. Só parei porque minha mãe precisava fazer almoço e estamos vendo juntas.
    Se eu ver os 3 finais sem ela, nossaaaaaa, ela surta! KKKKKKKKKKKKK
    Estamos adorando a pegada mais terror e a Max, minha menina preciosa, serviu tanto!
    beeeeijo
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

    Resposta
  • 28 de maio de 2022 em 22:18
    Permalink

    Olá,
    Ah, que ótimo que a Max tem mais destaque nessa temporada… dizer que prefiro a Sadie cof, cof
    Peguei a referência de A Hora do Pesadelo aí haha vou adorar esse plot em Hawkins ctz.
    Vou esperar liberar os outros pra assistir do início e finalizar logo.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

    Resposta
  • 29 de maio de 2022 em 15:51
    Permalink

    Oi Mi! Que bom que a série continua empolgante. Em breve pretendo conferir, mas admito que episódios longos não me animam muito.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

    Resposta
  • 31 de maio de 2022 em 11:48
    Permalink

    Ansioso para ver essa temporada, mas ainda não tive oportunidade.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está de volta com muitos posts e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

    Resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Dorama: Uma Família Inusitada Crítica: A Esposa do meu marido
Dorama: Uma Família Inusitada Crítica: A Esposa do meu marido