As Linhas Tortas de Deus [Crítica]

Que difícil falar de As Linhas Tortas de Deus, disponível na Netflix! Que filme cheio de reviravoltas! É inacreditável como o roteiro estende a ambiguidade da protagonista até o fim!

Dirigido por Oriol Paulo (também do filme Contratempo), o longa acompanha Alice Gould (Bárbara Lennie), detetive particular, entrando em um sanatório para investigar a morte de um dos pacientes, mas em determinado momento a verdadeira causa para a protagonista estar internada começa a ser questionada. Seria a Alice uma manipuladora que tentou matar o marido ou realmente uma detetive passando por um complô?

O roteiro conseguiu me convencer de que a Alice era uma detetive na busca por respostas, depois comecei a duvidar e acreditar um pouco nas palavras do diretor do Sanatório (Eduard Fernández), depois eu achei que Alice era uma detetive mesmo, mas tinha tentado mesmo matar o marido, depois eu não sabia de mais nada e só queria chegar no final (que foi genial e ao mesmo tempo frustrante) porque eu precisava urgentemente de respostas.

É incrível como o roteiro nos leva para um caminho e nos joga em outros, a começar pelas cenas iniciais do filme que pensei que era uma coisa, mas era outra. Eu fui enganada incontáveis vezes nesse longa. E pior, gostei todas as vezes!

Apesar da trama ser bem centrada na ambiguidade de Alice, os coadjuvantes também são bem interessantes! Urquieta (Pablo Derqui) é um cara bacana, os médicos César Arellano (Javier Beltrán) e Montserrat Castell (Loreto Mauleón) me parecem manipuláveis e os gêmeos Remo e Rômulo (Samuel Soler) me surpreenderam bastante! E a atriz Bárbara Lennie tem uma atuação impecável nessa história. 

É uma trama bem desenvolvida, cheia de mistérios, grandes reviravoltas e os flashbacks ajudam, mas também enganam. Sem contar a crua realidade dos sanatórios de décadas atrás! As terapias com eletrochoque, os pacientes sem privacidade, às vezes tratados como animais!

Enfim, As linhas tortas de Deus me deu um final que não curti pelas expectativas criadas, mas a jornada do longa valeu muito a pena! Enganar os espectadores não é a fórmula mais original do cinema nos últimos tempos, mas o longa cumpre com o que propôs com habilidade.

FICHA TÉCNICA

Título: As linhas tortas de Deus
Título original: Los renglones torcidos de Dios
Direção: Oriol Paulo
Data de lançamento: 9 de dezembro de 2022
Netflix

Michele Lima

3 thoughts on “As Linhas Tortas de Deus [Crítica]

  • 8 de janeiro de 2023 em 11:26
    Permalink

    Que critica vazia, abordagem mais sem profundida, se quer entendeu o final do filme tb

    Resposta

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