Supermães: 6ª Temporada [Crítica]

É sempre preciso panfletar Supermães! Como eu amo essa série! E fiquei muito feliz com a chegada da sexta temporada na Netflix, parece que esperei uma eternidade por ela!

Pra quem não conhece, a série acompanha um grupo de mães na sua rotina entre trabalhar e cuidar dos filhos e vários temas já apareceram na história, como depressão pós-parto, aborto, casamento, como equilibrar a vida profissional com a família e até questões muito sinceras sobre a maternidade. Aqui nem tudo são flores e é o que mais me agrada no roteiro, as mães reclamam mesmo, ficam sem paciência, não aguentam a vida caseira ou não querem trabalhar fora e está tudo bem!

Na sexta temporada vemos Katie (Catherine Reitman) lidando com Sloan (Enuka Okuma) depois de ter ficado ao lado de Anne (Dani Kind) sobre o livro dela. E até que a situação se resolve rápido e Sloan ganha um ótimo espaço, onde vemos uma mulher querendo ser mãe, mas sem perder seu lugar de liderança na editora. Curiosamente percebemos, assim como Sloan, que a sororidade é um termo muito usado e pouco praticado. 


Já no final da quinta temporada Katie descobre que seu marido teve um filho antes de se conhecerem, a mãe do menino morreu e Nathan Jr. (Kyle Breitkopf) vai bater na porta da casa deles. A tensão entre Katie e o enteado no início é ótima, as cenas em que ele apronta pra madrasta me fizeram rir bastante. No entanto, depois a relação deles muda bastante. Enquanto isso, Anne está tentando voltar a trabalhar e conseguir seus clientes de volta, mas lida não só com o fato de ter usado remédios sem receita como também com sua raiva. E Lionel (Ryan Belleville) ainda está na outra cidade para enfrentar o julgamento por ter agredido um jovem negacionista. Para minha surpresa, Lionel me irritou bastante na reta final, questionando o fato de Alice não se sentir à vontade pra desabafar com Anne, mas esquece que a filha também não contou tudo para ele. E mais uma vez Alice (Sadie Munroe), a filha mais velha do casal, se mete em encrenca.

Jenny (Jessalyn Wanlim) continua intragável, sou bem a favor de trocarem as cenas delas por Val (Sarah McVie), sempre maravilhosa. O melhor plot da Jenny é o fato de ter sido mãe, mas não se adaptar tão bem à maternidade, toda a história atual em que a personagem tenta se casar forçadamente não faz nenhum sentido. E senti falta da Frankie (Juno Rinaldi), uma pena a atriz ter saído da série. 


Parece que toda temporada essas mães precisam viajar ou ter encontros muito loucos, dessa vez não foi diferente. Não só no aniversário da Val, que me fez chorar de rir, como também na despedida de solteira da Jenny com toques de terror. Val é nessa série o que Kramer foi em Seinfeld, Phoebe e Joey em Friends. Ou seja, uma personagem maravilhosamente sem noção. 

Já comentei isso em outras resenhas, mas reafirmo que não precisa ser mulher e/ou mãe para acompanhar a série, o texto é moderno, inteligente, perspicaz e pode ser apreciado por qualquer um. Catherine Reitman que é além de protagonista é uma das criadores, acerta em cheio! Vida longa a essas mães surtadas!

Michele Lima

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