O Problema Final [Crítica]

O Problema Final

O Problema Final é uma minissérie disponível na Netflix, baseada no livro homônimo de Arturo Pérez-Reverte.

Na trama, acompanhamos Basil (José Coronado), um ator aposentado famoso por interpretar Sherlock Holmes que, ao aceitar atuar em um filme de um velho conhecido, acaba preso em uma ilha onde assassinatos em série começam a acontecer. Devido ao seu talento para a dedução, ele assume a investigação.

O hotel onde todos estão hospedados é a única construção da ilha, e o local fica sem comunicação porque o único rádio está quebrado. Depois do suposto suicídio de Elisa (Paloma Bloyd), o pequeno grupo de hóspedes percebe que existe um assassino entre eles.

Embora tenha inúmeras referências a Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle, inclusive com um título igual ao de um dos contos protagonizados pelo famoso detetive, a produção se assemelha muito mais às histórias de Agatha Christie. Um local isolado, um grupo pequeno em que todos podem ser o assassino ou uma futura vítima. É um mistério de “quem matou”, com todos os clichês do gênero. No entanto, o roteiro consegue nos envolver bastante, apresentando bons ganchos no final dos episódios. Além disso, a trama é construída de forma que podemos suspeitar de todo mundo, o que é ótimo.

O problema final
A ambientação do fim dos anos 1950 é limitada pelo cenário do hotel na ilha, mas traz figurinos exuberantes. José Coronado está bastante confortável no papel do protagonista, e o elenco de apoio funciona muito bem. O grande problema da série fica para o final, quase uma piada com o próprio nome da produção. Ainda que, no último episódio, fique mais evidente a identidade do assassino, o motivo consegue trazer um bom suspense para a trama, mas há uma quebra de ritmo e de expectativa. A resolução é fraca, duvidosa e menos engenhosa do que promete.

O Problema Final tem apenas quatro episódios, e a trama me prendeu bastante, trabalhando bem os clichês do gênero. Apesar da enorme decepção com o final, a jornada foi bastante proveitosa. 

Michele Lima

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