Mestres do Universo [Crtítica]

Acho que ninguém esperava muita coisa de Mestres do Universo, o que é ótimo, porque o filme realmente não entrega muita coisa. Além de despertar a nostalgia por um dos desenhos mais queridos dos anos 80, He-Man.
Em Etérnia, Esqueleto (Jared Leto) consegue usurpar o trono do rei, pai do príncipe Adam (Nicholas Galitzine). Durante a fuga, o garoto acaba parando na Terra. Por aqui, Adam nunca esquece seu planeta natal nem os heróis que lutaram ao seu lado, mas, obviamente, ninguém acredita em suas histórias, o que faz com que tenha muitos problemas de relacionamento. No entanto, um dia, ele reencontra sua preciosa Espada do Poder, perdida desde que chegou ao planeta. Por meio dela, consegue enviar um sinal de ajuda. Teela (Camila Mendes) chega para resgatá-lo e levá-lo de volta a Etérnia, onde os dois passam a integrar um grupo de resistência.
Muito se falou sobre o humor, apontado como um dos pontos fortes do longa, mas achei as piadas fraquíssimas. Poucas conseguiram arrancar um sorriso, e o roteiro entrega uma história sem graça, irregular e nada instigante. Por outro lado, a ambientação de Etérnia é muito boa, assim como todo o elenco. Nicholas Galitzine está excelente como Adam/He-Man, Camila Mendes entrega uma Teela determinada e forte, e Jared Leto compõe um Esqueleto que consegue roubar a cena em alguns momentos. Sem contar as cenas de luta e ação, que são bem coreografadas. Também vale destacar a trilha sonora de Daniel Pemberton, com colaboração de Brian May, que dá ao filme um bom e velho clima roqueiro.

Mestres do Universo, disponível no Prime Video, não tem vergonha de ser cafona. Abraça a estética dos anos 80 sem pudor e não esconde seu caráter despretensioso. É um filme bastante limitado e preguiçoso, mas pode agradar quem já não esperava grande coisa.
Michele Lima

