Reacher – 4ª temporada

Reacher

Meu brutamontes preferido está de volta! E é a primeira vez que vejo Reacher (Alan Ritchson) se ferrando tanto! Fugiu da CIA, da polícia, de bandidos e parece que correu uma maratona nesta temporada. Definitivamente, não faltou trabalho para o homem.

A trama dessa quarta temporada se destaca muito mais pelo inusitado grupo ao qual Reacher se junta do que pelos vilões em si. É um roteiro que, como de costume, prioriza a ação, mas que também conseguiu valorizar bem o drama e explorar um pouco mais o lado humano do protagonista.

A temporada começa quando Reacher presencia o suicídio de uma mulher no metrô da Filadélfia e decide investigar o que aconteceu, sentindo-se até um pouco culpado pela abordagem que teve com ela. O que ele não imaginava era que acabaria envolvido em uma conspiração que reúne agentes do governo, mercenários, interesses políticos e muito mais.

A princípio, Reacher investiga tudo sozinho, mas depois se junta ao policial do interior Jacob Merrick (Christopher Rodriguez Marquette), à policial desiludida Tamara Green (Sydelle Noel) e ao jornalista sem credibilidade Russel Plum (Kevin Weisman). O grupo funciona muito bem. Os personagens são carismáticos, têm uma boa dinâmica e, principalmente, conseguem dividir o protagonismo sem fazer Reacher perder espaço.

Ao longo dos oito episódios, a trama entrega muita ação, humor, correria, tiroteios e até lutas com facas. Também há uma investigação interessante, cheia de reviravoltas, mas o roteiro peca por se explicar demais em alguns momentos, o que acaba quebrando um pouco o ritmo. Particularmente, esperava algo mais impactante em relação às informações contidas no pen drive que Anna (Karen Kwong-Chip) carregava quando estava no metrô.

Reacher
Aliás, a morte de Anna permeia toda a temporada e dá um tom mais pesado à história, além de abrir espaço para desenvolver o lado mais humano de Reacher. O protagonista que estamos acostumados a ver como praticamente infalível se mostra, desta vez, bem mais falível. E é justamente quando ele erra, se culpa e precisa lidar com as consequências de suas decisões que o personagem fica mais interessante.

A quarta temporada está longe de ser perfeita, mas mostra que a série ainda consegue manter a qualidade e preservar as principais características da obra literária e do personagem que já conhecíamos dos cinemas, interpretado por Tom Cruise. Reacher continua sendo aquele andarilho que simplesmente não consegue ignorar uma injustiça e está disposto a arriscar a própria vida para ajudar quem precisa.

A fórmula se repete, é verdade, mas ainda funciona. E, enquanto a série conseguir encontrar maneiras de colocar esse brutamontes em novas confusões, a sensação é de que Reacher ainda pode ter uma vida bem longa.

Michele Lima

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