Sweet Tooth – 3ª Temporada [Crítica]

Sweet Tooth é um grande acerto da Netflix! Não só por escolherem adaptar as HQs de Jeff Lemire, mas pelo elenco e por ter apenas 3 temporadas, o que permitiu desenvolver a série sem muita enrolação! É raro hoje em dia uma história boa não ser estendida até seu desgaste. 

Na série acompanhamos um mundo apocalíptico. Um vírus chamado Flagelo assola a humanidade enquanto bebês híbridos nascem (parte humana e parte animal). E é nesse universo cheio de perigos que a humanidade mostra o seu melhor e seu pior, principalmente em relação às crianças.

Tudo está ligado a Gus (Christian Convery), um garoto cervo, protagonista da série. Depois de perder o pai adotivo, parar em um zoológico e conseguir fugir de lá, Gus agora parte ao Alasca para encontrar sua mãe, que é sua criadora. Birdie (Amy Seimetz) é a cientista que criou Gus e trabalhou no grupo que, ao procurar a cura para todas as doenças, deixou escapar o vírus que está destruindo a humanidade. E Gus nunca segue sozinho, Jepperd (Nonso Anozie) está machucado, cansado, mas não desiste de permanecer ao lado do garoto, Ursa (Stefania LaVie Owen) também segue presente, não só pelo Gus, mas pela sua irmã Wendy (Naledi Murray), que também participa da missão. Curiosamente, o Dr. Singh (Adeel Akhtar) também se junta ao grupo com a certeza de que a chave para a cura está no Gus e no Alasca. 

Com a morte do ótimo vilão, general Abbot (Neil Sandilands), Helen Zhang (Rosalind Chao), é a vilã dessa reta final, tão impiedosa quanto seu antecessor, disposta a qualquer coisa. 

A terceira e última temporada deixa os protagonistas brilharem, principalmente em relação à química de Gus e Jepperd, os atores estão ótimos! E é perceptível o quando o personagem de Singh é importante na narrativa. Desde o começo o médico se dedicou imensamente a salvar sua esposa que, enfim, desistiu da cura e das loucuras do marido. Singh aceitou a crueldade de Abbot em prol da ciência e do amor da sua vida, o que o leva na segunda temporada a se tornar um pessoa desprezível. Agora na terceira temporada, o médico busca sua redenção, mas segue sendo um personagem ambíguo.  


Também é preciso ressaltar que a evolução de Gus, o protagonista começa a série inocente tal como qualquer criança feliz, sempre curioso e persistente, mas passou por tantas situações traumáticas que Gus mostra maturidade em muitos momentos, como por exemplo, no episódio 4, que é um soco no estômago. Gus se torna um protagonista mais sereno e completamente consciente dos riscos ao seu redor, mas sem deixar de lado seu enorme coração bondoso, mesmo quando a humanidade não merece.

Sweet Tooth peca nos efeitos visuais, mas nada que tenha estragado minha experiência. A terceira temporada consegue nos dar boas explicações para o ínicio de tudo, com bastante aventura e drama. É uma série de ficção científica, mas com a humanidade em seu ponto principal, nossas reações ao diferente e ao estranho, em busca por sobrevivência. Além de uma pitada mística maior em relação ao Gus na reta final.

Sweet Tooth termina sem pontas soltas, é triste ao meso tempo bonito!

Michele Lima

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