Advogado Fantasma [Crítica]

Advogados e fantasmas realmente formam uma combinação divertida nos doramas! Depois de gostar bastante de Meus Clientes Fantasmas, foi a vez de conferir Advogado Fantasma, também disponível na Netflix.
Em Advogado Fantasma acompanhamos Shin Yi-rang, interpretado por Yoo Yeon-seok (de Quando o Telefone Toca e Hospital Playlist). Ele é um advogado tímido e talentoso que tem muita dificuldade para conseguir emprego por causa do passado supostamente corrupto de seu pai. Tudo muda quando o protagonista aluga o antigo escritório de um xamã e passa a ver fantasmas, chegando até a ser possuído por eles. Diante dessa situação, Shin Yi-rang começa a ajudar esses espíritos, que sempre aparecem com algum problema para resolver. O protagonista acaba virando advogado deles.
Aos poucos, Shin Yi-rang ganha aliados nessa jornada. O padre amigo da família (Jeong Seung-gil), seu cunhado (Jeon Seok-ho) e até sua mãe (a sempre maravilhosa Kim Mi-kyung) ajudam o protagonista ao longo da história. Depois, Han Na-hyeon (Esom), rival nos tribunais, também passa a ajudá-lo. Os dois formam uma dupla muito eficiente justamente por terem estilos diferentes. Enquanto Shin Yi-rang é mais emocional, Han Na-hyeon é mais cética e realista. A química entre eles funciona muito bem, mas vale avisar que o romance acontece de forma bem lenta.
A cada dois episódios, aproximadamente, o protagonista recebe um novo fantasma para ajudar. Ao mesmo tempo, ele também enfrenta questões pessoais importantes, principalmente ao tentar descobrir o que realmente aconteceu com seu falecido pai.

O dorama mistura bem situações de tribunal com humor, sobrenatural e um romance leve, mas se destaca principalmente pelas histórias dos espíritos. O caso da criança fantasma, por exemplo, entrega alguns dos momentos mais emocionantes da série.
Apesar de eu ter gostado mais de Meus Clientes Fantasmas, Advogado Fantasma foi ótimo de acompanhar. Yoo Yeon-seok mostra mais uma vez como é um ator versátil, conseguindo equilibrar bem a carga dramática e os momentos de humor. O dorama não é revolucionário, mas é daqueles que prendem pelos personagens e deixam uma boa sensação ao final de cada episódio.
Michele Lima

