Cabras da Peste [Crítica do Filme]

Buddy cop é um gênero de comédia policial que me agrada bastante, em terras nacionais não é tão comum, embora Tatá Werneck e Cauã Reymond tenham tentado em Uma Quase Dupla. Agora Edmilson Filho e Matheus Nachtergaele estreiam Cabras da Peste na Netflix, dirigido por Vitor Brandt (roteirista de As Five).
Bruceuilis (Edmilson Filho) mora no interior do Ceará, é um policial que luta artes marciais e é bastante empolgado, tanto que exagera e é punido cuidando de Celestina, uma cabra considerada patrimônio da cidade onde mora. O problema é Bruceuilis perde a cabra que vai parar em um caminhão de rapadura que trafica drogas e é sequestrada até São Paulo.
Para salvar o animal com que já tem muito apego, o protagonista se une a Trindade (Matheus Nachtergaele), um policial de escritório que é envolvido numa missão para pegar o traficante Luva Branca, mas péssimo em seu disfarce, ele estraga tudo e seu parceiro morre. Toda a equipe de polícia culpa Trindade que é transferido para outra delegacia. Com a chegada de Bruceuilis ele tenta mostrar seu valor com uma nova missão.
A diferença entre as personalidades dos policiais é gritante e me lembra bastante filmes como A hora do Rush. Se Bruceuilis é um policial destemido e insistente, Trindade é medroso e parece ter caído de paraquedas na profissão. A dupla é no mínimo estranha, mas é o estranhamento que causa situações mais engraçadas. Por outro lado, os atores têm uma ótima química.
O roteiro de Cabras da Peste é bem previsível, nada inovador, as cenas de lutas são bem coreografadas, divertidas e claramente não querem nos convencer de nada, ou seja, é preciso embarcar na ficção absurda e não se prender em detalhes. Os protagonistas são bem explorados e embora os policiais coadjuvantes encarnem os típicos policiais durões, Trindade serve para quebrar todo e qualquer estereótipo. E o fato de Bruceuilis não saber dirigir e não gostar de usar armas também colabora para essa quebra. Vale destacar que Letícia Lima se saiu muito bem como a polícia durona!
Cabras da Peste mistura humor brasileiro tradicional como o mais atual, tem situações que nos remete a comédia pastelão, piadas repetitivas, mas também apresenta algo mais moderno como as cenas do uber e uma ambientação ótima de São Paulo. Alguns diálogos são mais bobos, outros mais afiados. É um filme que escorre em vários momentos no roteiro, mas tudo muito bem produzido e com momentos que me divertiram.
Trailer
FICHA TÉCNICA
Título: Cabras da Peste
Direção:  Vitor Brandt
Data de lançamento: 18 de março de 2021
Netflix

Michele Lima

2 thoughts on “Cabras da Peste [Crítica do Filme]

  • 31 de março de 2021 em 11:58
    Permalink

    Nossa, eu adoro o Matheus, principalmente quando ele faz comédia. Meu irmão assistiu esse filme recente e disse que é bem divertido mesmo
    Beijos
    Balaio de Babados

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