Casa de Dinamite [Crítica]

Excelente o Casa de Dinamite da diretora Kathryn Bigelow, disnponível na Netflix, é um dos melhores filmes de 2025, sem dúvida.
A história é no mínimo intrigante: um míssil nuclear invadiu o espaço aéreo dos EUA e o sistema de segurança não identificou nem de onde veio e nem conseguiu interceptá-lo. Em apenas 16 minutos, a ogiva irá cair em Chicago e não vai sobrar ninguém.
A Casa de Dinamite mostra a terra do Tio Sam acuada, perdida e incompetente – uma realidade palpável, visto que foi o país com mais mortes na pandemia e que jamais salvaria a Terra de um ataque alienígena. O Paraguai salvaria, eles não. O grande dilema é: a quem retaliar se é impossível saber de onde veio o ataque. China, Rússia, Coreia do Norte, Paquistão ou nenhum deles? Só resta aguardar a tragédia anunciada de joelhos, sem rezar.
No papel do presidente, Idris Elba brilha. Sem saber que decisão tomar, até a palmilha do sapato o incomoda. A primeira-dama em missão num país da África, nem sabe o que está acontecendo e o departamento de defesa só engole o choro. Depois de quase duas horas de muita tensão, Casa de Dinamite é pra pensar e discutir após o término.
Palmas para a direção firme de Kathryn Bigelow, a primeira mulher a ganhar um Oscar por Guerra ao Terror em 2008 e que merecia pelo menos a indicação aqui.
Nota 8/10
Disponível na Netflix

