Slow Horses – 4ª Temporda [Crítica]

Slow Horses

Seguindo a minha maratona de Slow Horses na Apple TV, cheguei à quarta temporada, que apresenta a trama mais pessoal da série até o momento. E isso não é ruim: a série continua impecável nas tramas de investigação e suspense, apenas segue por um caminho bem diferente da impactante terceira temporada.

Agora, o roteiro mergulha na vida do protagonista River Cartwright (Jack Lowden), em sua família e no passado de seu avô, David (o sempre ótimo Jonathan Pryce), cuja demência começa a avançar. Como de costume, a trama tem duas histórias paralelas que se intercalam. Enquanto uma bomba explode em Londres, acendendo o alerta de terrorismo, River vai até a França para descobrir quem tentou matar seu avô e por quê.

No final da terceira temporada, Catherine (Saskia Reeves) abandona a Slough House após Jackson Lamb (Gary Oldman) revelar o verdadeiro caráter de seu antigo chefe, uma pessoa por quem ela nutria verdadeira admiração. No entanto, Catherine é obrigada a ficar com David enquanto River parte em sua missão. Assim, Lamb ajuda Catherine e dá cobertura a River, ao mesmo tempo que ambos são caçados por um brutal assassino. Na Slough House, agora temos dois novos personagens: a nova secretária, Moira Tregorian (Joanna Scanlan), e o estranho J.K. Coe (Tom Brooke), quase sempre mudo ou extremamente intenso.

Slow Horses

O ritmo é um pouco mais lento que o das temporadas anteriores, já que a temporada se concentra bastante nos dramas pessoais dos personagens. Também temos Diana Taverner (Kristin Scott Thomas) tendo que engolir o novo chefe do MI5, um homem bem menos competente do que ela, mas muito mais covarde. Também gostei da adição de Emma Flyte (Ruth Bradley), a nova chefe dos “Cães”, uma mulher que, sabiamente, não confia em ninguém.

Slow Horses é uma das séries mais consistentes da atualidade, mantendo a qualidade do roteiro e contando com um elenco muito afiado e de ótima química. Apesar do drama, dei boas risadas com os diálogos ácidos de Jackson e suas interações com Diana. Lamentei pela morte da temporada, mas a série sabe que não seria crível salvar todo mundo o tempo todo.

Sigo recomendando Slow Horses para os amantes de boas narrativas de investigação e espionagem, com ótimos personagens.

Michele Lima

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