A guerra dos sexos [Resenha do filme]

Conferimos a cabine de imprensa de A guerra dos sexos.

Entre as décadas de 1960 e 1970, com o avanço do uso dos anticoncepcionais e a discussão sobre igualdade de sexo, o feminismo começa a se consolidar enquanto movimento político. E no esporte um grande nome se destaca na luta pelos direitos iguais das mulheres: Billie Jean King, uma das melhores tenistas e atletas femininas de todos os tempos. Com certeza é possível ter um filme só com a carreira e vida pessoal dela, mas em A Guerra dos sexos temos um recorte da vida de King, num momento muito importante da sua vida pessoal, profissional e na batalha contra o sexismo no esporte.

Revoltada por não receber o que os homens ganhavam, Billie Jean King (Emma Stone) com a ajuda de Gladys Heldman (Sarah Silverman) cria uma nova liga, com torneio de tênis feminino, levando as principais tenistas com elas, o que, obviamente, gerou um enorme incômodo e sendo a tenista número 1 do tênis feminino, causa um grande impacto no esporte. No entanto, o longa vai mostrando paralelamente a isso o outro protagonista desta história: Bobby Riggs (Steve Carell), um ex-campeão em Wimbledon agora com 55 anos, viciado em apostas, desesperado para ganhar dinheiro e voltar aos holofotes. Depois de ver seu casamento se destruindo por conta de seu vício, Riggs tenta convencer King a jogar contra ele, mas a tenista se recusa, acreditando que o jogo seria apenas mais uma das palhaçadas de Riggs. Porém, sua rival, Margaret Court (Jessica McNamee), aceita o desafio e perde, fazendo com que King mude de ideia e aceite a Batalha dos Sexos na quadra em defesa dos direitos femininos.

O longa vai mostrar todos os motivos que levam King e Riggs até a famosa partida, fazendo um percurso bem detalhado da vida dos dois, mostrando principalmente a vida pessoal dos protagonistas. Riggs e seu problema com apostas, King com o descobrimento da sua homossexualidade ao conhecer Marilyn Barnett (Andrea Riseborough). Ainda casada, King vai compreendendo aos pouco os seus sentimentos por Marilyn e isso de certa forma afeta também seu desempenho nos jogos. Com um narrativa precisa, temos todos os questionamentos que King passa, o apoio e a falta dele para suas decisões, seus medos e anseios e neste ponto destaque para Larry King (Austin Stowell), um homem coerente, compreensível e que apoiou a esposa em todos os momentos.

E se por um lado temos Larry e seu respeito em relação à mulher, do outro temos Jack Kramer (Bill Pullman) como a representação máxima do machismo da época, condescendente com as mulheres, hipócrita, um dos maiores apoiadores do fanfarrão Bobby Riggs! E é bem evidente que Riggs não era mais do que um palhaço que um dia foi um excelente tenista. Por anos sustentado por sua esposa, o jogador utiliza de frases de efeito do machismo para provocar, mas King, mais esperta, não o leva a sério, tanto que às vezes até ri das piadas de Riggs, já com Kramer o tom da protagonista é completamente diferente.

Dois incríveis jogadores de tênis em lados opostos num batalha que marcou a história e o movimento feminista. E se não bastasse a trama completamente envolvente, temos atuações incríveis. Emma Stone está excelente no papel de King e acho que a sua atuação é infinitamente superior do que foi em La La Land – Cantando estações e está impossível desassociar Carell de Riggs, estão idênticos em todos os sentidos, acho que não havia ator melhor para o papel.

Enfim, A guerra dos sexos é um longa pertinente, atual, com excelentes atuações, uma ambientação perfeita da década de 70 e recria de um modo muito bem feito todo o clima da época, antes e durante o famoso jogo da Batalha dos sexos. Vale muito a pena conferir.

Trailer:
FICHA TÉCNICA
Título: A guerra dos sexos
Título Original: Battle of the Sexes
Diretores: Jonathan Dayton, Valerie Faris
Data de Lançamento no Brasil: 19 de outubro de 2017
 
Michele Lima

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