The Pitt – Segunda Temporada [Crítica]

The Pitt

The Pitt tem varrido as premiações, merecidamente! A série de Noah Wyle nos traz uma rotina honesta e crua de um pronto-socorro, no melhor estilo de E.R., a mãe de todas as séries médicas. A diferença é que cada episódio representa uma hora do sufocante plantão dos médicos.

O salto temporal da primeira para a segunda temporada não me incomodou. Dessa forma, a gente pode ver a volta do Dr. Langdon (Patrick Ball), que foi afastado por abusar de medicamentos. Uma volta nada fácil, já que Robby claramente não confia nele. A presença de Langdon também afeta Santos (Isa Briones), a residente que o denunciou.

A temporada acerta ao ampliar o olhar para as enfermeiras, destacando o trabalho excepcional que realizam. Da rotina pesada com cadáveres ao cuidado com pessoas em situação de rua e vítimas de estupro. Catarina LaNasa segue impecável como Dana, a enfermeira-chefe. Seus embates com o protagonista estão entre os melhores momentos da temporada. Dana enxerga com clareza o comportamento autodestrutivo de Robby, que aqui atinge um novo nível. O chefe do pronto-socorro está intragável, muitas vezes insuportável com a própria equipe.

Se na primeira temporada ele já operava no limite, agora a situação piora. E isso é um acerto. Em vez de suavizar o protagonista, a série aprofunda suas falhas. The Pitt entende que personagens interessantes são, antes de tudo, complexos. A saúde mental deixa de ser pano de fundo e se torna eixo central, explorando o impacto psicológico em profissionais que lidam diariamente com o extremo. 

The Pitt
Os casos médicos seguem variados, equilibrando situações corriqueiras, como insolação, com casos mais delicados e desafiadores. A série também incorpora um tema urgente nos Estados Unidos: a política de imigração. Um acerto dos roteiristas, que não fogem de discussões incômodas. 

A segunda temporada de The Pitt ampliou os problemas dos médicos e focou bastante em questões de saúde mental, como depressão e crise de pânico. Porém, pecou por não explorar todos os personagens devidamente. Queria ter visto mais da Mel (Taylor Dearden), mais dos novos residentes, mais desafios para os residentes da temporada passada e mais do turno da noite, o queridinho do público. Ainda assim, os acertos superam as falhas, e a série continua incrível. Uma produção de altíssima qualidade, com ótimos atores, tramas intensas e que segue me deixando com altas expectativas.

Michele Lima

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