That ‘90s Show [Crítica da série]

Com o anúncio de That ‘90s Show veio a desconfiança da Netflix trazer uma bomba apoiada no ótimo That ‘70s Show! No entanto, apesar de estar bem longe do original, a continuação não é de todo ruim, na verdade, foi melhor do que eu esperava!

Leia Forman (Callie Haverda) é filha do Eric (Topher Grace) e Donna (Laura Prepon) e depois de passar um dia de verão na casa dos avós, Red (Kurtwood Smith) e Kitty (a excelente Debra Jo Rupp), conhece Gwen (Ashley Aufderheide) que mora na casa ao lado e resolve passar o resto do verão com a nova amiga! Assim, na primeira temporada vemos Leia com seu novo grupo de amigos aproveitando as férias no porão que já conhecemos muito bem, com direito a roda com fumaça (sabemos que é maconha).

Red e Kitty são os pontos principais de conexão com That ‘70s Show, mas o elenco antigo reaparece em alguns momentos trazendo toda a nostalgia que eu já esperava, com a exceção de Danny Masterson, que fazia o personagem Steven Hyde; o ator é acusado de abuso sexual. Inevitável não sorrir ao ver Fez (Wilmer Valderrama) como cabeleireiro famoso e apesar de não ser fã da Jackie com o Michael, fico torcendo pra dessa vez eles terem um relacionamento mais saudável, já que possuem um filho. Eric e Donna continuam na mesma dinâmica e eu adorei.

Falando do elenco jovem é visível que eles se esforçam, mas o roteiro demora um pouco para engatar o grupo, já na reta final da temporada comecei a enxergar a química entre eles. É difícil relacioná-los exatamente com o grupo antigo, Nikki (Sam Morelos), por exemplo, não parece com nenhum outro personagem, mas Gwen me lembra em alguns momentos Steven e Donna. Jay (Mace Coronel) lembra o pai Michael Kelso (Ashton Kutcher) e a mãe Jackie (Mila Kunis), Nate (Maxwell Acee Donovan) também parece da família Kelso às vezes, Ozzie (Reyn Doi) parece uma versão menos engraçada do Fez, mas muito mais ácido e sarcástico e Leia, obviamente, também me lembra os pais. 

Todas as vezes que o grupo de novos personagens consegue sair do estereótipo e seguir o próprio caminho, saindo da sombra da série anterior, a série ganha pontos. É bom lembrar dos antigos personagens, mas não queremos cópias. No aspecto ambientação, a produção consegue resgatar o ar dos anos 90 e pra quem viveu aquela época, é algo muito bom.

Ainda que por vezes pareça uma série do Disney Channel, That ‘90s Show me surpreendeu em vários momentos com um tom mais adulto, menos bobo, uma reviravolta no final e boas piadas. Espero que foquem mais nesse aspecto numa possível segunda temporada. 

Em suma, existe uma boa evolução dos personagens na primeira temporada, é sempre bom ver Red e Kitty que seguram demais a série. Há falhas, claro, mas o saldo foi positivo. Coração aquecido. 

Michele Lima

2 thoughts on “That ‘90s Show [Crítica da série]

  • 30 de janeiro de 2023 em 22:58
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    fui sem muita expectativa, acabei maratonando rapidinho. Passei várias noites, assistindo toda a original. Me amarro.

    Resposta
  • 1 de fevereiro de 2023 em 16:01
    Permalink

    Acho que pra assistir essa, tem que ter visto a outra, para não ficar totalmente perdido. Adorei sua resenha! Muito bem escrita.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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