Um Lugar Silencioso: Dia Um [Crítica do Filme]

A duologia de terror misturada com elementos de ficção científica Um Lugar Silencioso do diretor e ator John Krasinski fez um grande sucesso por sua proposta “inovadora” nas telonas. Já que o pressuposto era uma família tendo que sobreviver a um apocalipse causado por criaturas alienígenas movidas pela sonorização para capturar suas presas, com isso a mudez era predominante na história. 

O ciclo pode ter se encerrado, mas muitas questões ficaram abertas. Contudo, com engajamento dos longas anteriores, a Paramount Pictures anunciou o terceiro capítulo da franquia, mas trazendo a perspectiva de um prelúdio, o Dia Um. Além disso, Krasinski só retornaria para a produção do projeto, na qual retrataria o que aconteceu nos primeiros dias de invasão dos monstros ao planeta.

As perguntas foram feitas, porém, ainda não temos a maioria das respostas. Um Lugar Silencioso: Dia Um mostra a perspectiva de Samira (Lupita Nyong’o), uma mulher que vive em meio à maior megalópole do mundo e que emite os maiores decibéis de ruídos sonoros, Nova York. No entanto, quando tudo parecia mais um dia comum, a Terra é surpreendida por diversos asteroides que entraram na Atmosfera. Mas a realidade estava para piorar quando criaturas surgem no meio da onda de fumaça causado pelo impacto e provocam um genocídio em massa da população.

O longa desde o primeiro momento repete a fórmula de seus precursores, pois também acompanha uma perspectiva singular de uma personagem para a situação de calamidade e sua jornada para sobreviver. No entanto, como estamos tratando de um spin-off, vemos o início da tragédia e as pessoas tendo que lidar com essa situação terrível rapidamente e uma dimensão de escala maior que já havíamos sido apresentadas. 

Essa “rápida” ação da sociedade para com os acontecimentos é jogada devido a uma passagem rápida de tempo que é o desmaio da protagonista. Ou seja, só temos o caos, mas a ordem dos humanos para com os outros não é explicada, só surge. Ainda temos a presença de helicópteros que sobrevoam a cidade com avisos que parecem já ter conhecimento prévio dos invasores, sem o esclarecimento necessário.

Porém, a jornada de Samira é o grande destaque do filme. A atriz brilha em sua atuação e leva ao espectador mensagens importantes sobre a importância para com as pequenas coisas da vida diante de nossos olhos. Já a entrada de nosso coadjuvante Eric (Joseph Quinn), é mais que uma simples participação para ser a dupla de Sam, já que o ator leva grandes emoções para com ela e com a cosmologia da trama.

A centralização da franquia continua intacta, o medo e a tensão perduram durante todo o filme. E como sempre, assista de preferência no cinema ou com as luzes apagadas e no silêncio para mergulhar profundamente nesse universo que mantém sua constante principal. Todavia, ainda acaba perdurando para explicar conceitos que ficamos no gostinho de “quero mais” e provavelmente é isso que o estúdio deseja.

FICHA TÉCNICA

Título: Um Lugar Silencioso: Dia Um
Direção: Michael Sarnoski
Data de lançamento: 28 de junho de 2024
Paramount Pictures 

Lucas Venancio

One thought on “Um Lugar Silencioso: Dia Um [Crítica do Filme]

  • 2 de julho de 2024 em 15:34
    Permalink

    Não conhecia sobre o filme ainda. Gostei de conhecer mais por meio dessa resenha.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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