Duna – Parte Dois [Crítica do Filme]

A cultura pop que conhecemos nos dias atuais deve muito ao legado do escritor Frank Herbert, em sua maior criação Duna de 1963. O livro influencia até hoje diversas produções em diferentes mídias, além do próprio gênero de ficção científica e temas presentes na obra que foram compartilhados mutuamente como: a construção de personagens, política, religião, sustentabilidade, filosofia, sociologia, ecologia, entre muitos outros tópicos. 

Dentro desse panorama, a difícil tarefa de adaptar essa obra prima visionária da ficção literária para as telonas, não é uma tarefa fácil. David Fischer tentou na década de 80, mas não obteve sucesso e o maior filme da história do cinema não saiu do planejamento, o famoso Duna de Jodorowsky. Contudo, em 2021 a “maldição” foi quebrada com a direção de Dennis Villeneuve e o longa foi um sucesso. O diretor havia revelado que a obra seria dividida em dois filmes, mas será que a sequência conseguiu manter o equilíbrio do primeiro?

Na parte dois, o ritmo é mais acelerado em sua construção o que deixa as cenas memoráveis mais dinâmicas, por outro lado os diálogos estão mais truncados e complexos de serem compreendidos, podendo cansar o espectador médio. No entanto, o segundo longa tem uma mudança sutil que é a introdução de elementos cômicos que são bem colocados em momentos oportunos, mas pode causar um sentimento estranho para um fã mais conservador, já que na primeira parte não há espaço para momentos dignos de abrir um sorriso.

O filme de 2021 é um grande prelúdio para o público mergulhar no universo. Logo na continuação, o cineasta consegue impor mais liberdade para construir a cosmologia que permeia a jornada de Paul Atreides (Timothée Chalamet) dessa vez ao lado dos Fremen no planeta Arrakis e faz da produção uma grande epopeica. Dito isso, a criação do visual é fantástica que merece ser vista em uma tela enorme e o melhor som possível, já que a beleza está em todos os quesitos técnicos do filme. Os elementos inseridos dos aspectos metafóricos já precedentes em Duna, são fixadas de formas dignas e deixariam Herbert contente. 


Os grandes destaques ficam com a belíssima atuação Rebecca Ferguson, no papel de Jessica a mãe de Paul e instiga ainda mais o público em querer saber mais sobre suas origens diante da ordem feminina das Bene Gesserit. Outro papel que é realçado dentro da narrativa é de Austin Butler como Fey-Rautha, sua execução dentro personagem é perfeita e não sendo caricata. Já nossos protagonistas Paul e Chani (Zendaya), não aparentam uma boa química em algo necessário, já que as “premonições” estabelecidas irão levá-los para um aspecto macro no fechamento da narrativa 

Entretanto, muitos personagens coadjuvantes e antagonistas deixaram a desejar e que poderiam ter rendido muito mais como no caso de Beast Rabban (Dave Bautista), Baron Harkonnen (Stellan Skarsgard), Gurney Halleck (Josh Brolin) e Emperator (Christopher Walken). E outros que ficam um gostinho de quero mais em seu desenvolvimento. 

Todavia, a segunda produção de Duna por Dennis Villeneuve, sem dúvidas é uma obra de arte formidável que deve ser degustada pelos entusiastas da sétima arte e para quem quer uma imersão de entretenimento jogada na tela. Um dos melhores filmes se não o melhor do gênero neste século. 

FICHA TÉCNICA

Título: Duna – Parte Dois
Título Original: Dune: Part Two
Diretor: Dennis Villeneuve
Data de Lançamento: 29 de fevereiro de 2024
Warner Bros. Pictures

Lucas Venancio  

One thought on “Duna – Parte Dois [Crítica do Filme]

  • 5 de março de 2024 em 16:33
    Permalink

    Quero muito assistir essa continuação. Parece ser fabulosa e interessante.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está em HIATUS DE VERÃO do dia 03 de fevereiro à 06 de março, mas comentarei nos blogs amigos nesse período. O JJ, portanto, está cheio de posts legais e interessantes. Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

    Resposta

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