Aquaman 2: O Reino Perdido [Crítica do Filme]

O fim chega para todos! Com apenas uma década de altos e baixos, o DCEU que foi iniciado em O Homem de Aço, chega ao seu final com Aquaman 2: O Reino Perdido. Um universo que sofreu por diversas interferências e mudanças de rumos, acabou tomando o caminho de sua própria destruição. Porém, o segundo longa do “rei dos mares”, conseguiu tirar algum proveito para esse fechamento de ciclo? 

A sequência se liga diretamente com os acontecimentos do primeiro longa, mostrando Aquaman (Jason Momoa) como Rei dos Atlantis, na qual pertenceu ao seu irmão Orm (Patrick Wilson), antagonista do anterior. Além disso, é revelado que Arthur Curry teve um primogênito ao lado da rainha Mera (Amber Heard) e tendo que lidar com sua paternidade em paralelo ao seu lado heroico. No entanto, tudo acaba se tornando um caos quando o Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II), retorna com sede de vingança para acabar com a vida de nosso herói e para isso encontra um tridente “amaldiçoado” do Reino Perdido, ganhando poderes que irão ajudar em sua jornada maligna. 

De cara é de se notar que o filme começa acelerado e com diversos picotes de cenas em relação ao reinado de Arthur e sua vida como pai. Isso visto que a produção passou por refilmagens tomando novos rumos e também reduzindo o tempo de Mera na tela e uma importância maior na trama, devido seu julgamento da atriz com o ex-marido Johnny Depp. Contudo, o diretor James Wan, teve que se virar para entregar um material que se manteria coeso e orgânico no produto final, mas se torna um pouco frustrante já que seria interessante ver mais a relação dos dois no reinado até o nascimento de seu filho.

O filme é uma grande aventura que é gostosa de se assistir por ser leve, cômica e fechada, principalmente para família com a criançada na época de férias (no momento que está entrando em cartaz nos cinemas). Porém, Wan acaba pecando se comparado ao seu primeiro projeto com o personagem, tendo menos cenas icônicas, momentos impactantes, elementos de horror e condução da narrativa que é simplória em comparação a 2018. 


A jornada de Aquaman, acaba sendo uma grande reconciliação com seu irmão, já que precisa de sua ajuda para acabar com os planos e derrotar o novo e poderoso Arraia Negra. Patrick, que se torna o grande destaque do filme por demonstrar um outro lado do personagem que muda radicalmente em relação ao primeiro. Já o antagonista poderia ter seu papel muito trabalhado e tendo um impacto maior como foi anteriormente, mesmo sendo apenas uma introdução ao vilão. A inclusão do ator Randall Park na trama acaba perdendo peso para a condução que está sendo contada na história, uma figura genérica e outros personagens importantes no universo não têm a mesma importância que antes.

No entanto, o fechamento desse ciclo é um gosto de quero mais em relação ao que é mostrado ao final do filme, no entanto também se fecha, já que é uma grande mensagem de um rei que está disposto a ajudar a todos mesmo com as diferenças em potencial que irá aparecer. 

FICHA TÉCNICA

Título: Aquaman 2: O Reino Perdido
Título Original: Aquaman: The Lost Kingdom
Direção: James Wan
Data de Lançamento: 21 de dezembro de 2023
Warner Bros. Pictures

Lucas Venancio@lucksre

One thought on “Aquaman 2: O Reino Perdido [Crítica do Filme]

  • 27 de dezembro de 2023 em 11:06
    Permalink

    Não vi o primeiro ainda. Obrigado pela resenha.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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