A Mãe [Crítica do Filme]

Em comemoração ao Dia das Mães a Netflix liberou na última sexta-feira (12) seu novo filme original A Mãe que tem tudo a ver com o tema sobre maternidade já pelo seu próprio título, na qual é protagonizado pela cantora e atriz Jennifer Lopez com direção de Niki Caro que comandou Mulan (2020). 

O longa cheio de ação e suspense, conta a jornada de uma assassina profissional (Lopez) que é submetida abandonar sua bebê recém-nascida para protegê-la, possibilitando uma vida sem riscos, após ser perseguida por um grupo de criminosos liderada por Adrian (Joseph Fiennes). Em seguida é obrigada a se exilar no Alasca para minimizar ainda mais dados. 

Ao passar 12 anos, a mãe precisa sair de sua toca para resguardar Zoe (Lucy Paez) sua filha já adolescente que foi adotada por uma família e apadrinhada por seu amigo agente do FBI, Cruise (Omari Hardwick) que está em perigo. Para então, confrontar mais uma vez os bandidos que a fizeram ficar longe do crescimento de sua menina.

A trama abordada desde o intenso primeiro ato da produção é frenética e emocionante, entregando um norte imersivo do que possivelmente veríamos pela frente. No entanto, diante desse forte contexto presente entre uma assassina cascuda e ao mesmo tempo melancólica por ser uma mãe não ativa é tocante, mas o roteiro se perde com essa essência ao longo da linearidade dos tomos. 


Com isso, a história entre maternidade passa a se tornar confusa na inserção de subtramas que são relevantes e densas, mas que definitivamente perdem o sentido dentro da cosmologia principal como na adição do personagem Hector (Gael García Bernal) e seu ciclo ao redor. E ainda temos Zoe, que parece estar mais preocupada com a revelação de sua mãe biológica do que com o grau de submissão aos sequestros. 

Jennifer e a cineasta são os grandes destaques do filme, tanto pela artista colocar uma boa atuação em tela como da direção que realmente impacta aos olhares dos espectadores com os ambientes e cenas de ação. Entretanto, a escrita realizada ao todo é dispersa, assim perde a oportunidade de apresentar um suspense realmente impactante e com sentido diante de todos os elementos encaixados na criação do projeto. 

A Mãe é um longa simplório que merecia mais.

FICHA TÉCNICA

Título: A Mãe
Título original: The Mother
Direção: Niki Caro
Data de lançamento: 12 de maio de 2023
Netflix

Lucas Venancio

3 thoughts on “A Mãe [Crítica do Filme]

  • 15 de maio de 2023 em 15:15
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    Incrível resenha. Não conhecia a trama ainda!

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar com muitos posts e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

    Resposta
  • 15 de maio de 2023 em 17:24
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    Os blockbusters de Roliúde são cansativos e frustrantes. As repetições de chavões pra lá de explorados (por isso são chamados de chavão) dá vontade de cancelar a assinatura da Netflix, que segue com seu catálogo cheio de mediocridades e quase nada de, se não excelente, pelo menos boa qualidade do combo que faz um filme dar vontade de ver de novo: produção, direção, interpretação e script.
    JLo até que não está mal, mas sobressair em meio à perebice também não diz muita coisa. O desperdício de talento de Gael Garcia Bernal e Joseph Fiennes é constrangedor- devem estar precisando de grana pra manter o padrão nas alturas, mas caem no conceito da crítica e dos espectadores mais exigentes.
    Nota 0,5.

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  • 3 de junho de 2023 em 17:57
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    Ação genérica e esquecível. Se foi para homenagear às mães, a data merecia mais.

    Resposta

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