Tetris [Crítica do Filme]

Mais um, entre vários, acertos da Apple TV, o filme Tetris, que provavelmente não seria um sucesso de bilheterias no cinema, mas cai muito bem no streaming!

Não esperem um longa em que se conta a história da criação de um dos jogos mais populares do mundo, mas sim, um filme sobre a difícil comercialização por conta da bagunça dos direitos autorais que acaba envolvendo a antiga União Soviética. 

Em um computador antigo Alexey Pajitnov (Nikita Efremov) criou um jogo simples, mas bem inteligente e viciante! Em uma rápida explicação, Henk Rogers (Taron Egerton) explica ao seu gerente de banco como conheceu Tetris e o motivo para investir milhões no jogo e nele. Muito dinheiro para um homem que não consegue emplacar vendendo jogos, mas como ele mesmo diz, tem muita gente grande interessada em Tetris.

Robert Stein (Toby Jones) a princípio é dono dos direitos do jogo em sua versão em computador, junto com ele está o magnata falido Robert Maxwell (Roger Allam) e seu filho Kevin (Anthony Boyle). Do outro lado temos o esperto e perspicaz Henk Rogers que se une a empresa Nintendo para comercializar o jogo na estreia do Game Boy. No entanto, tudo fica complicado quando o protagonista vai até a Rússia negociar diretamente com os fabricantes e descobre que Stein enrolou a todos. Neste ponto, o filme que já era interessante, fica mais ainda porque a negociação na antiga União Soviética não é simples.


Henk Rogers é um empresário que mora no Japão, onde tem esposa e filhos. É um protagonista ambicioso e não muito confiável, mas que consegue nossa empatia desde o início. No meio de uma jogada que vale milhões, o protagonista vai de mero peão a uma peça chave na negociação com os Russos. E Alexey Pajitnov, apesar de ser o criador, não tem absoluto poder sobre sua criação, mas ele quer ajudar Roger mesmo se colocando em risco. Destaque para o personagem corrupto Valentin Trifonov de Igor Grabuzov e Nikolai Belikov de Oleg Stefan, talvez um dos poucos que ainda estava pensando no melhor para seu país. 

Além do bom enredo, baseado em fatos reais, o longa acerta nas referências a jogos que dão dinâmica na história em vários momentos, inclusive na ação que nos entrega uma insana perseguição de carros em Moscou que só não fica questionável justamente pelo uso dos gráficos de vídeo game. O ritmo é bem acelerado, o que faz com que a trama política não canse, pelo contrário, é instigante a cada minuto. Como nem tudo são flores, é preciso dizer que o longa ainda cai em certas armadilhas caricatas da União Soviética, abordando o declínio do Comunismo na região de maneira superficial, quase que boba.

Tetris tem uma trilha sonora dos anos 80 maravilhosa e consegue trabalhar bem com a nostalgia! Um excelente elenco, uma trama muito boa e, apesar de algumas falhas, entrega um filme de ótimo entretenimento. 

FICHA TÉCNICA

Título: Tetris
Direção: Jon S. Baird
Data de lançamento: 31 de março de 2023
Apple TV

Michele Lima

One thought on “Tetris [Crítica do Filme]

  • 11 de abril de 2023 em 16:19
    Permalink

    Fiquei com vontade de assistir. Parece ser incrível e bem reflexivo.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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