Aya e a Bruxa [Crítica do Filme]

Eu sou apaixonada pelo Studio Ghibli, tudo que eles produzem eu quero ver. Aya e a Bruxa é o primeiro filme em animação 3D do estúdio e embora eu entenda a tentativa de fazer algo diferente e até mais moderno, o resultado não foi dos melhores. Visualmente a animação ficou bem medíocre e isso atrapalhou bastante minha experiência. Também entendo o peso que carrega Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki, símbolo da animação japonesa. Com certeza existe uma grande expectativa no seu trabalho, que, infelizmente, no momento está longe do pai. 

Depois de alguns minutos para aceitar a estética da animação, comecei a embarcar na história de Aya, uma garotinha órfã, filha de uma bruxa e bastante manipuladora. De um jeito ou de outro Aya consegue tudo o que quer no orfanato, mas isso muda quando é adotada por uma bruxa mesquinha e rabugenta e um demônio.

A vida da protagonista na nova casa não é fácil, ela é praticamente escrava de Yaga, mas mantém a expectativa de poder aprender magia. Aya conta com a ajuda do gato Thomás que também não suporta a bruxa e aos poucos ela vai enfrentando Yaga e perdendo o medo de Mandrake.

A história é bastante envolvente, Aya é bem carismática e torcemos o tempo todo para ela ter um lar feliz. Existe um mistério por trás da sua mãe que estava com problemas com as 12 bruxas e também sobre Yaga e Mandrake. Curiosamente a bruxa e o demônio conheciam a mãe de Aya.

O grande problema, além da animação em 3D, é que o filme nos mostra um plot interessante e termina com várias pontas soltas. Não crie expectativas, as dúvidas são muitas e as respostas são poucas. 

Baseado no livro de Diana Wynne Jones (Earwig and the Witch), o longa tem o roteiro de Keiko Niwa (O Mundo dos Pequeninos) e Emi Gunji que apresentam uma ótima proposta, mas não sabem finalizar. A reta final é concluída com muita rapidez e um filme de menos de 90 minutos, que poderia ser bom, acaba tendo uma duração pequena demais para a história. Não foi dessa vez Goro Miyazaki, mas continuo torcendo pra você acertar. 

FICHA TÉCNICA

Título: Aya e a Bruxa
Título Original: Āya to Majo
Direção: Goro Miyazaki
Data de lançamento no Brasil: 18 de novembro de 2021 
Netflix

Michele Lima

One thought on “Aya e a Bruxa [Crítica do Filme]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.