A Hipótese do Amor [Crítica]

A Hipótese do Amor estreou no Prime Video como adaptação do best-seller de mesmo nome de Ali Hazelwood. O filme acompanha o relacionamento entre Olive Smith (Lili Reinhart), uma doutoranda em Biologia, e o Dr. Adam Carlsen (Tom Bateman), um jovem e renomado professor conhecido por seu temperamento difícil. O que começa como um namoro de mentira, criado para ajudar Olive a convencer a melhor amiga de que está seguindo em frente, acaba dando espaço para sentimentos que nenhum dos dois esperava desenvolver.
Como leitora do livro, gostei de encontrar algumas cenas praticamente idênticas às que conhecemos na obra original. Ao mesmo tempo, o filme também promove mudanças nos personagens e na história, e algumas delas me incomodaram. Embora adaptações precisem fazer escolhas e nem sempre seja possível transportar tudo para as telas, senti que algumas alterações acabaram tirando parte da profundidade que tornava o livro tão envolvente.
A química entre Lili Reinhart e Tom Bateman é um dos grandes acertos do filme. Os dois funcionam muito bem juntos e conseguem transmitir a atração e o carinho que vão surgindo entre Olive e Adam. O problema está menos nos atores e mais na forma como o roteiro e a direção desenvolvem o personagem de Adam. No livro, ele possui mais camadas, principalmente na maneira como se relaciona com Olive e como seus sentimentos vão sendo revelados. No longa, essa construção é mais superficial, fazendo com que o personagem perca um pouco do impacto que tinha na história original.

Outro ponto que poderia ter recebido mais atenção é o drama envolvendo Olive na reta final. Trata-se de uma situação importante para a personagem e que poderia acrescentar mais peso emocional à trama, mas o filme passa por esse momento de maneira relativamente rápida. Felizmente, Lili Reinhart consegue compensar parte dessa fragilidade do roteiro com uma atuação convincente, especialmente nas cenas mais delicadas.
Ainda assim, A Hipótese do Amor funciona como uma comédia romântica leve e divertida. O filme tem momentos realmente engraçados e consegue preservar boa parte do charme da história original. A amizade entre Olive e Anh (Rachel Marsh) também é um dos pontos altos da trama e traz uma dinâmica que vai além do romance central.
No fim, o romance continua sendo o grande responsável pelo encanto do filme. Olive e Adam têm uma química que funciona muito bem, e algumas de suas cenas são capazes de arrancar aquele sorriso involuntário de quem gosta de uma boa comédia romântica. Só fiquei com a sensação de que faltou um pouco mais de tempo para desenvolver os personagens e algumas questões importantes da história. Talvez mais quinze minutos fossem suficientes para dar ao romance e ao drama o espaço que eles mereciam e transformar A Hipótese do Amor em uma das minhas comédias românticas favoritas.
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