O Rei Macaco [Crítica do Filme]

Demorei para assistir a animação O Rei Macaco na Netflix, embora o filme tenha ficado bastante tempo no Top 10. 

O longa tem como inspiração lendas chinesas que existem há mais de cinco séculos e o romance mitológico Jornada ao Oeste, que já inspirou o anime Dragon Ball e o dorama Uma Odisseia Coreana. O fato é que a figura esperta do macaco é bem comum em produções asiáticas. 

Em uma época onde humanos, animais humanoides e deuses coexistem na Terra, surge um macaquinho super poderoso que além de inteligente e forte, atira raios pelos olhos. A figura do Buda aparece para impedir que os celestiais o matem e com isso, através dos anos, eles precisam lidar com os problemas que o protagonista causa.

Quando pequeno o intitulado Rei Macaco (Jimmy O. Yang) só queria amor, carinho e compreensão, mas não ganhou nada disso. Desprezado, ele acredita que se matar mais de 100 demônios o seres celestiais notarão sua presença na Terra e ele poderá viver com eles no céu, sendo imortal. Para isso, ele rouba o bastão poderoso do Dragão do Mar, que não aceita o roubo e passa o filme todo tentando pegar seu bastão de volta.

O bastão não fala, mas se comunica muito bem com O Rei Macaco, os dois possuem uma grande parceria e lealdade. É como se o objeto estivesse há anos esperando pelo novo companheiro. No meio de sua jornada, o protagonista conhece a jovem Lin (Jolie Hoang-Rappaport) que insiste em ser sua ajudante. 

Se por um lado o protagonista é egocêntrico, narcisista e egoísta, focado a ser imortal, por outro temos Lin que sofre com a pobreza e a seca em suas terras, se tornando uma marionete de seres poderosos na história, mas sem deixar de ajudar o próximo. Essa bondade acaba sendo um bom equilíbrio diante do personagem Rei Macaco. 

O trio vai até o inferno e o céu e a ambientação é incrível. As cores chamam bastante atenção, tudo em referência à cultura chinesa. 

O Rei Macaco tem uma narrativa episódica, ou seja, por vezes parece um episódio de uma série, mas tudo é muito bem intercalado. Talvez o maior problema do longa seja o desequilíbrio do roteiro, às vezes não me parece ser uma animação para crianças menores e em inúmeras outras vezes o roteiro se tornou previsível e superficial, o que talvez não prenda a atenção das crianças maiores. 

Entretanto, apesar das falhas e um protagonista complicado, O Rei Macaco tem uma história boa e personagens bem interessantes. 

FICHA TÉCNICA

Título: O Rei Macaco
Título Original: The Monkey King
Direção: Anthony Stacchi
Data de Lançamento: 18 de agosto de 2023
Netflix

Michele Lima

One thought on “O Rei Macaco [Crítica do Filme]

  • 14 de novembro de 2023 em 10:50
    Permalink

    Parece ser uma animação bem legal. Obrigado por compartilhar.

    Boa semana!

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