Fale Comigo [Crítica do Filme]

Fale Comigo, um dos filmes de terror mais aguardados e bem avaliados de 2023, chega aos cinemas brasileiros. A produção australiana independente é comandada pelos irmãos Danny Philippou e Michael Philippou, que eram “Youtubers” e chegam para dirigir seu primeiro longa na carreira. Mas será que tanta expectativa em torno da obra nas redes sociais o faz se tornar relevante ao redor de diversas “concorrências” no gênero? 

Um grupo de amigos se reúne em festas para conjurar espíritos usando a objetificação de uma mão embalsamada com intuito de se divertirem e obter sensações prazerosas com o ato, além de viralizarem com vídeos dos mesmos “possuídos” ao tocarem essa mão no ritual. No entanto, tudo muda quando abrem uma porta para um mundo espiritual, fazendo o grupo tentar desvendar mistérios sobre confiança na realidade ou nesse plano invertido. Uma clara referência ao uso de entorpecentes por jovens durante encontros que fazem disso um evento de diversão que por muitas vezes ficam com suas “mentes” em outro universo e acabam tendo atitudes ruins.

Esta premissa que é introduzida logo no início do longa bem que poderia ser um desastre, já que é apresentado conceitos que remetem a mesmice do gênero como os adolescentes e suas atitudes ridículas. Já em Fale Comigo, vemos um desenvolvimento original em sua arquitetura, crescendo narrativamente ao longo da jornada que se apoia no drama psicológico e muito disso passa por Mia (Sophie Wilde) a protagonista do filme.

Além disso, a originalidade do medo gerada pela criatividade implementada pelos diretores na cosmologia da obra de suas cenas, que tem recursos limitados com efeitos práticos, sons imponentes de ambiente; acabam se distanciamento dos filmes mais engessados feitos por grandes estúdios que na maioria das vezes acabam gerando previsibilidade em sua execução, mas os irmãos Philippou conseguiram inverter esse aspecto.


Os elementos para a condução da direção realmente surpreendem por esses aspectos que é visualmente diferente em suas tomadas e abordagens dos temas impostos na história. Como os elementos usados para demonstrar brutalidades desconfortáveis de se acompanhar, mas o roteiro se perde na construção dos personagens coadjuvantes que não são bem explorados. Contudo, eles inicialmente instigam o espectador a querer conhecer mais sobre os mesmos, o que acaba não ocorrendo.

Assim, todo o peso é jogado nas costas de Wilde que brilha em sua atuação e faz o longa andar nesse quesito, um ponto a favor do filme, porém vira um centro focal desproporcional da narrativa. 

Todavia, a produção é bem realizada ao todo, sendo inventiva com singularidade e fechada, além de reviravoltas que irão surpreender o espectador. 

FICHA TÉCNICA

Título: Fale Comigo
Título Original: Talk To Me
Direção: Danny Philippou, Michael Philippou
Diamond Films

Lucas Venancio@lucksre

2 thoughts on “Fale Comigo [Crítica do Filme]

  • 15 de agosto de 2023 em 13:17
    Permalink

    Parece ser uma trama aterrorizante. Adorei a sua resenha. Envolvente e encantadora.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

    Resposta
  • 15 de agosto de 2023 em 21:06
    Permalink

    Eu estou com muita dúvida se assisti ou não, desde o trauma que peguei com ‘A Médium’ estou escolhendo bem os filmes de terror e preferindo os mais farofas… hahaha… pelo menos no cinema. Esse aí acho que vou preferir assistir em casa com uma tela pequena e a luz acesa!

    Até breve;
    Helaina (Escritora || Blogueira)

    Resposta

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