Besouro Azul [Crítica do Filme]

Diante de uma carga negativa em torno de suas últimas apresentações no cinema, a DC acaba de lançar um personagem inédito nas telonas Besouro Azul. O primeiro super-herói latino a protagonizar um filme solo e destaque para os brasileiros em ter a atriz Bruna Marquezine no elenco. Mas será que no meio da bagunça desse universo o novo projeto consegue oferecer um diferencial?

O jovem Jaime Reyes (Xolo Maridueña), após se formar na faculdade que era o sonho próspero de sua família, retorna à sua cidade natal, Palmera City, um lugar onde a tecnologia floresceu por conta do forte investimento das indústrias Kord, chefiada por Victoria Kord (Susan Sarandon). Porém, cheias de discrepância ao seu redor por conta da desigualdade, onde reside ao lado de seus familiares que são típicos de diversas famílias em situações precárias, por muitas vezes unidas e sem perder o sorriso do rosto.  

Reyes em seu duro emprego acaba conhecendo Jenny Kord (Marquezine), que o concede uma missão para assegurar um artefato chamado de “escaravelho”, no entanto o objeto acaba se unificando ao seu corpo e assim transformando-o em Besouro Azul. O longa dirigido por Angel Manuel Soto, justamente se destaca em torno de sua boa condução para formalizar as cenas que são projetadas ao redor da narrativa e no aspecto visual como no traje do herói que é mixado com computação, deixando as cenas bem mais agradáveis. Contudo, o principal problema do filme acaba sendo seu roteiro que gera incongruência entre sua estrutura.

A trama é um filme de origem clássico como nos quadrinhos, despretensioso e cheio de clichês, mas esse não é o inseticida do Besouro. Sendo os discos da coluna dorsal que se desgastam e com isso gerando uma sobrecarga em sua cosmologia principal. Todos os personagens tem frases de efeito o tempo inteiro que chegam a cansar pela falta de criatividade na elaboração dos diálogos. 


Os costumes latinos podem gerar bom engajamento em torno do público-alvo, mas a família de Jaime é explorada de maneira estereotipada e ultrapassam limites desnecessários ao longo da jornada do filho em situações improváveis. Como no caso de Rudy (George Lopez), que faz o papel de “tiozão do pavê” que era para ser o grande alívio cômico, contudo, se transforma realmente no tio chato que beira a insuportável pela repetição constante de trejeitos e novamente lidando em eventos inverossímeis.

No entanto, o protagonismo de Xolo e Bruna é realçado pela boa química e atuações, mas se distanciam para o roteiro proposto que não anda paralelamente ao potencial de ambos. Os antagonistas são descartáveis e os momentos de drama ficam ilesos sem natureza, com atos genéricos que já estão calejados pelo espectador. 

Todavia, o filme pode agradar pelo divertimento e por explorar a cultura latina que é bem realizada com ressalvas. Em suma, criando diversas homenagens e referências que são muito legais, o público brasileiro certamente irá curtir nesse quesito. 

FICHA TÉCNICA

Título: Besouro Azul
Título Original: Blue Beetle
Direção: Angel Manuel Soto
Data de lançamento: 17 de agosto de 2023
Warner Bros.

Lucas Venancio @lucksre

One thought on “Besouro Azul [Crítica do Filme]

  • 17 de agosto de 2023 em 10:24
    Permalink

    Quero muito ver como Bruna atua nesse filme. Bruna conseguiu chegar até Hollywood! Isso é incrível.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

    Resposta

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