Juvenile Justice [Crítica do Dorama]

Depois de amar a atuação de Kim Hye-soo em Papel de Rainha, fui procurar outros doramas com ela e encontrei Juvenile Justice, também na Netflix. Uma trama, que apesar de algumas falhas no roteiro, é boa e intensa.

Shim Eun-Seok (Kim Hye-soo) é uma juíza linha dura, conhecida por sempre dar pena máxima aos jovens infratores, já que ela os odeia! Desde o inicio a gente percebe que as ações dela são motivadas por algo no seu passado, mas esse plot só é resolvido na parte final do dorama. Eun-seok está numa nova divisão, como uma juíza subordinada a Kang Won Joong (Lee Sung-min). Seu companheiro de trabalho é Cha Tae Joo (Mu-Yeol Kim), um juiz mais gente boa que sempre escolhe a perspectiva da educação, ele e Eun-Seok são os opostos. 

O primeiro caso é o mais impactante de toda a trama, uma criança mata e esquarteja a outra dentro de casa. Aparentemente é um caso de psicopatia, mas a protagonista é bem inteligente e vai descobrindo muita mais sobre o chocante assassinato. E já no começo a gente percebe o quanto ela é persistente e teimosa.

O dorama é feito de arcos, os casos levam mais de um episódio para serem resolvidos por completo e nisso vamos acompanhar melhor Eun-Seok e sua dificuldade em ser menos intransigente em alguns aspectos. É uma personagem por vezes arrogante e que dá respostas grossas por diversas vezes, mas a verdade é que a protagonista é uma mulher cheia de empatia pelas vítimas dos casos. Constantemente ela está em conflito com o chefe Juiz Kang, uma figura também cheia de complexidade que me gerou raiva e só depois um pouco de empatia. 

Os casos abordados na trama são muito bons e a maneira como a juíza os investiga, mesmo não sendo exatamente sua função, faz com tudo seja ainda mais interessante. Aliás, advogados e policiais estão sempre em segundo plano ou nem aparecem, o que é um pouco estranho. Infelizmente, a reta final carece de mais profundidade, parece que tudo fica um pouco jogado, o que é uma pena, mas não tinha a brilhante jornada do dorama.

Kim Hye-soo é uma atriz fantástica, de uma intensidade ímpar, sem exageros ou caricaturas, sem dúvida perfeita para o papel de juíza Shim Eun-Seok. Juvenile Justice me agradou bastante, ainda que não seja impecável. 

Michele Lima

One thought on “Juvenile Justice [Crítica do Dorama]

  • 5 de fevereiro de 2023 em 11:44
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    OI Mi! Nunca assisti um dorama, mas vontade não falta. Sempre vejo muitos sendo elogiados pela qualidade da história e interpretações. Anotei a dica aqui para quando decidir me aventurar por este universo.
    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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