Jurassic World: Domínio [Crítica do Filme]

Jurassic World: Domínio está chegando aos cinemas para encerrar a trilogia iniciada em 2014, na qual foi um “soft-reboot” da franquia de sucesso Jurassic Park. O mundo dos dinossauros foi ficando cada vez mais expansível, mas será que o fim da construção desse universo valeu a pena?

O longa parte da premissa dos acontecimentos finais de Jurassic World: Reino Ameaçado (2018), onde os dinossauros se espalharam pelo planeta. Vemos a mídia como recurso narrativo para explicar as consequências e impactos.

Entretanto, a principal pauta é o tráfico de animais, mostrando comércios ilegais no mundo e não centralizado como vemos na segunda produção. Mas isso estaria mudando por causa do laboratório do Dr. Lewis Dodgson (Campbell Scott) que estaria desenvolvendo um lar e segurança para todos os animais recuperados.

Os protagonistas, Claire (Bryce Dallas Howard) e Owen (Chris Pratt), estão vivendo isolados e cuidando da jovem Maisie Lockwood (Isabella Sermon) como uma filha. A garota está dada como “morta” para despistar seu ouro. Pois ela é a primeira criação de laboratório feito com humanos a base de experimentos com os dinossauros. Sendo assim um clone com DNA modificado para não ter tipos de doenças pré-designadas da cobaia primária. 

Todavia, vamos direto para uma fazenda de trigo onde vemos um ataque de gafanhotos geneticamente alterados. E somos apresentados a primeira integrante do crossover com Jurassic Park, a Dr. Ellie Satter (Laura Dern) que vai embarcar nessa investigação. E busca ajuda dos velhos amigos Alan Grant (Sam Neill) e Dr. Ian Malcom (Jeff Goldblum), a famosa “desculpa” para o crossover acontecer.

De cara, notamos como a premissa global acaba se tornando mais uma vez algo relacionado com erros humanos que pretendem fazer mal aos dinossauros e à humanidade. Com isso, acaba caindo por terra o senso de urgência e preocupação da sociedade como um todo. 

A menina acaba sendo raptada e começa uma jornada como filmes de aventuras como: Indiana Jones e Uncharted e funciona. No entanto, nos leva para coadjuvantes que mais parecem figurantes sem propósito e jogado. Já os novos integrantes Ramsey Cole (Mamoudou Athie) e Kayla Watts (DeWanda Wise) têm conceitos interessantes, mas o roteiro não os aprofunda. 

Os personagens clássicos tem a mesma química, assim o fator nostálgico deixará o público feliz e grato. Laura, Sam e Jeff são partes fundamentais para a trama funcionar. Pratt é ofuscado comparado aos demais filmes, mas Bryce acaba se destacando por um elo “materno” que é importante para o ciclo narrativo. E Isabella é o coração do longa. 


Contudo, o vilão que poderia ter um desenvolvimento aprimorado acaba se tornando fútil e não tendo impacto. Deixa nuances abertas a interpretações de suas reais intenções, porque de fato não é apresentado. Já nossos queridos “dinos do mal” estão por toda parte, com maior intensidade e diversas novas espécies se revelam. Os sustos, emoções, cenas de ação e tensão, são recompensadoras na cosmologia da obra como um todo. A experiência é agradável. 

Em suma, Jurassic World: Domínio é bonito, vivo e palpável. O entretenimento que já conhecemos é visto de maneira geral, o público vai mergulhar na imersão do mundo jurássico. Entretanto, acaba pecando em não inserir uma calamidade a altura que se esperava pelo “fim” da nova trilogia e se torna mais do mesmo.    

Trailer

FICHA TÉCNICA

Título: Jurassic World: Domínio 
Título original: Jurassic World Dominion
Direção: Colin Trevorrow
Data de lançamento no Brasil: 02 de junho de 2022
Universal Pictures Brasil

Lucas Venancio

One thought on “Jurassic World: Domínio [Crítica do Filme]

  • 8 de junho de 2022 em 12:22
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    Parece ser um filme cheio de aventura! Fiquei com vontade de assistí-lo.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está de volta com muitos posts e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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