Moonfall: Ameaça Lunar [Crítica]

Moonfall: Ameaça Lunar: Emmerich lida com a pós-verdade em uma trama bizarra de fases!

O diretor alemão Roland Emmerich, que é famoso por seus filmes com temas envolventes em catástrofes e ficção científica como: Independence Day (1996), O Dia Depois de Amanhã (2004), 2012 (2009), etc. Está de volta em mais uma filmografia com base nesses contextos característicos do cineasta, o Moonfall: Ameaça Lunar (2022). 

A premissa se dá por conta de uma equipe de astronautas que estão em missão cotidiana no espaço, dentre eles: Brian Harper (Patrick Wilson) e Jo Fowler (Halle Berry). Porém, acabam se submetendo a uma fonte estranha que é expelida da Lua, lembrando uma gosma movimentada, um cardume de peixes ou semelhante aos “nanorobôs” utilizados pelo vilão “Yokai” em Operação Big Hero (2014). Nisso a gosma corre em vossas direções e acaba destruindo o ônibus espacial da tripulação.

Se passa algum tempo desde o retorno deles à Terra, ambos estão sendo interrogados sobre o que ocorreu, porém acabam sendo taxados de mentirosos explicando todo o sufoco que passaram. Todavia, somos deslocados para uma subtrama na qual vemos um jovem faxineiro, se denominando como: KC Houseman (John Bradley West). KC é fissurado em invadir sistemas, se passando por pessoas e tudo para se mostrar útil à NASA.  

O rapaz realiza uma pesquisa brilhante na qual tem certeza que a órbita da Lua foi comprometida. Logo tenta realizar contato com Brian Harper, que havia sido afastado de seu emprego na agência espacial, ora tenta avisá-lo que o mal está se aproximando e ninguém está notando isso. Em sequência visualizamos Jo Fowler, que ainda está trabalhando na NASA, porém algo realmente ocorre e todos os agentes notaram que a Lua está se deslocando rapidamente em direção a Terra. Já Houseman, acaba se unindo para mostrar sua genialidade ao mundo cego e todos tentam soluções sobre a iminente destruição do planeta. 

Contudo, o diretor acaba realizando essas tomadas de maneiras brutas e com velocidade na narrativa. Assim, acaba sufocando o telespectador que gostaria de ver mais desenvolvimento dos personagens, como em outros filmes realizados pelo cineasta. O longa simplesmente vai acontecendo e deixando o que poderia ser uma tensão global para escanteio. As questões familiares de seus personagens são frias, com pouca química e acaba repetindo a fórmula passada sem o primor.

Vale destacar que os padrões de filmagem em grande planos abertos, característicos na cosmologia de Emmerich podem entrar em nosso subconsciente como a imensidão de sua catástrofe, mas em ‘Moonfall’ isso acaba não ocorrendo de maneira orgânica proporcionalmente com o levar da jornada. Falando nesse último quesito, suas 2 horas de duração acabam sendo desnecessárias e arrastadas. 

Moonfall, brinca com as questões da “pós-verdade” na era da internet e como o poder de uma pessoa na rede social pode acabar influenciando a sociedade. O filme nos leva a um desfecho inusitado, complexo e autoral. Entretanto, o torna ainda mais bizarro e ousado. 

Distribuído pela Diamond Films, sua estreia está marcada para 3 de fevereiro nos cinemas. 

Trailer

FICHA TÉCNICA

Título: Moonfall: Ameaça Lunar
Título Original: Moonfall
Direção: Roland Emmerich
Data de lançamento:  03 de fevereiro de 2022
Diamond Films

Lucas Venancio

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