O céu da meia-noite [Crítica do Filme]

O novo filme de George Clooney foi finalizado antes do início da pandemia, mas dialoga perfeitamente com ela ao trazer solidão e isolamento como um dos pontos da trama de ficção científica!
A Terra não é mais um lugar habitável devido ao risco radioativo, a humanidade parte para buscar um planeta melhor para viver, mas Augustine (Clooney), que tem doença terminal, decide ficar na Terra. O protagonista solitário acompanha o desenvolvimento de explorações em exoplanetas, na expectativa de que alguém encontre um novo lar para os humanos. Enquanto ele tenta se comunicar com uma equipe de astronautas, ele também descobre uma criança que foi deixada para trás e agora terá que lidar com ela também. 
O longa se divide em dois núcleos que acabam tendo ritmos diferentes. No espaço, Sully (Felicity Jones) e seus astronautas passam por diversos problemas como meteoros, falha de comunicação e outras coisas típicas de uma viagem no espaço. Já o Clooney e a criança tem uma narrativa mais lenta e introspectiva, pautada pelos flashbacks do protagonista. É neste núcleo que temos mais lentidão, o que condiz com o momento de Augustine, mais reflexivo, menos caótico do que a turma do espaço.
A parte técnica do longa é boa e Clooney tem uma excelente atuação, melancólica em muitos momentos. O grupo do espaço também possui bastante carisma, sendo a parte mais interessante da história. Entendemos o quanto sentem saudades da família e o choque de saber que a Terra não é mais o mesmo lugar. No entanto, se o filme acerta nos personagens, peca na trama em si por não conseguir usar os clichês de filmes de ficção de forma a agregar algo na história, não vimos nada de novo, nem de impactante do ponto de vista científico e do ponto de vista dramático ficou tudo mais mediano. Embora seja importante ressaltar que o longa apresenta alguns momentos de pura tensão e expectativa!
Clooney nos entrega uma boa história, ainda que O céu da meia-noite como ficção científica seja um filme mediano, mas tem um bom elenco e boas atuações, personagens que agradam e apesar do ritmo mais devagar me prendeu até o final. 
Trailer
FICHA TÉCNICA
Título: O céu da meia-noite
Título Original: The Midnight Sky
Direção: George Clooney
Data de lançamento no Brasil:
Netflix

Michele Lima

6 thoughts on “O céu da meia-noite [Crítica do Filme]

  • 7 de janeiro de 2021 em 19:55
    Permalink

    Olá, Michele.
    Se você não fala que é ele eu nem teria reconhecido hehe. Acredito que não vou assistir porque esse tipo de filme não me chama muito a atenção. Se abusar acabo pegando no sono hehe.

    Prefácio

    Resposta
  • 7 de janeiro de 2021 em 23:37
    Permalink

    Eu jurava que esse filme era um drama, sei lá… mas eu curti saber que é ficção e com certeza vou conferir.
    Beijos
    Balaio de Babados

    Resposta
  • 8 de janeiro de 2021 em 01:59
    Permalink

    Oi Michele!
    Eu tinha esquecido desse filme. Cheguei a começar a assistir mas fui interrompida não me lembro por que. Já sei o que assistirei amanhã ^^
    Beijos

    Quanto Mais Livros Melhor

    Resposta
  • 8 de janeiro de 2021 em 15:59
    Permalink

    Eu vi esse filme e fiquei chocada com o final dele. Acho que é o segundo filme de Clooney como diretor e parece que ele curte filmes mais lentos… rs Eu achei esse bom, por causa da parte um tanto mais rápida, com o núcleo dos astronautas. Mas realmente eu senti falta de algumas coisas ali, principalmente explicações. Ainda é um filme muito bom, que eu veria novamente.
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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    Resposta

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