18 Presentes [Resenha do Filme]

Ser mãe é uma experiência única. Ver os filhos crescerem é um misto de emoções e cheio de momentos felizes e difíceis. 18 Presentes nos dá um vislumbre de como é crescer sem uma mãe, e mostra também as decisões difíceis que precisamos tomar. Cheio de cenas pungentes e significativas, é um filme muito sentimental e que certamente mexe com as cordas do coração, ao mesmo tempo em que dá uma visão incomum de uma história verdadeira com um toque interessante.
A história começa em 2001, com a futura Elisa descobrindo que ela tem câncer terminal e não será capaz de ver sua filha Anna crescer. Determinada a fazer a diferença na vida de sua filha após sua morte, ela decide deixar 18 presentes para trás, um para cada ano de seus aniversários até atingir a maioridade.
No entanto, à medida que Anna cresce, ela começa a ficar mais irritada durante cada um de seus aniversários, ao lembrar que não tem mãe e os presentes logo se tornam uma fonte de frustração. No seu aniversário de 18 anos, ela decide se rebelar e fugir, o que a leva a uma jornada inesperada.
Eu recomendo que você adentre nesse filme sem saber muito sobre o seu enredo. Se puder, não assista ao trailer e entre às cegas, pois isso ajuda a lidar com a premissa intrigante e mantém você adivinhando o que acontecerá a seguir em uma boa parte da história. Para fins de spoiler, não divulgarei o que acontece, mas, posso dizer que adorei as voltas e as reviravoltas no meio do caminho, e já adianto que não é um filme para todos. 
Os principais temas do filme são, como esperado, a maternidade que é bem retratada e crescer sem mãe para Anna certamente foi muito desafiador. Ela também está lutando para chegar a um acordo em comemorar seu aniversário no mesmo dia em que sua mãe faleceu. Para ela, os presentes são um lembrete dessa presença perdida em sua vida e, à medida que ela cresce, fica cada vez mais frustrada.
Embora Anna se desenvolva muito bem e tenha um arco narrativo consistente, a história do pai de Anna não recebe o mesmo tratamento e poderia ter sido um pouco mais desenvolvida depois que ele perdeu a esposa.
A atuação de Vittoria Puccini como essa mãe corajosa, diante da escolha final, é excelente, mas é o desempenho bruto de Benedetta Porcaroli como Anna, que brilha demais no filme. O elenco também tem uma química incrível na tela, o que certamente adiciona muito mais profundidade e emoção aos procedimentos.
Com alguns temas fortes e bons momentos individuais, 18 Presentes dá uma visão original de sua premissa emocional. O filme é fácil e interessante de assistir, e desde o início nos prende. Embora possa não ser para todos, há certamente algumas cenas densas e emocionantes que podem levar o telespectador às lágrimas… assim como aconteceu comigo. Se você gosta de histórias que te ensinam algo, recomendo esse longa!
Ps: tem uma ótima surpresa no final.
FICHA TÉCNICA
Título: 18 Presentes
Direção: Francesco Amato
Data de Lançamento no Brasil: 14 de maio de 2020
Nota: 5/5
Netflix
Natália Silva

8 thoughts on “18 Presentes [Resenha do Filme]

  • 4 de junho de 2020 em 14:27
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    Oi, Naty

    Como te falei lá no Instagram, eu ia assistir ao filme neste último final de semana, mas acabei não conseguindo. Tenho certeza que vou me emocionar muito, é um tema que me toca bastante.

    Beijos
    – Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  • 4 de junho de 2020 em 14:33
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    Oi Naty!
    Nunca nem ouvi falar do filme, mas parece emocionante. Filmes com pais e filhos é dica certa pra sofrer viu. E pra colocar treta porque é só o que tem.

    Abraços
    Emerson
    http://territoriogeeknerd.blogspot.com/

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  • 4 de junho de 2020 em 22:32
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    Olá,
    Eu adoro filmes que focam no lado maternal, pena que este a questão é triste. Já vi que é bem emocionante, super curti a ideia.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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  • 5 de junho de 2020 em 00:06
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    Eu vi esse filme lá na Netflix e, apesar da curiosidade que tenho de conferir a história, não sei se eu aguentaria ver. Não curto dramas e esse parece ser um filme carregado dele. Mas quem sabe um dia eu me animo pra assistir, né?!

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    ROMANTIC GIRL

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  • 5 de junho de 2020 em 11:48
    Permalink

    Olá, Natália.
    Esse é o tipo de filme que eu assistir sem nem pensar duas vezes se não estivéssemos em uma quarentena. Mas pelo momento eu estou evitando filmes e livros que em façam chorar e por isso vou deixar a dica anotada para futuramente.

    Prefácio

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  • 5 de junho de 2020 em 14:05
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    Fiquei curioso pelo filme. Ele parece ser delicado, apesar da premissa. Assistiria com certeza.

    Bom fim de semana!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

    Resposta

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