O Homem que Sussurra [Crítica]

O Homem que Sussurra

Estamos há tanto tempo reclamando dos filmes da Netflix que, quando aparece um bom, a gente até se surpreende. Não que O Homem que Sussurra seja espetacular, mas é um suspense simples que funciona bem, principalmente pelo elenco.

Depois da morte da esposa, Tom Kennedy (Adam Scott) se muda com o filho para uma nova casa e, logo de início, percebemos que o garoto está cheio de traumas, além de conversar com alguém que é supostamente uma amiga imaginária. Um dia, depois de uma briga com o pai, Jake (Acston Luca Porto) sai de casa e é sequestrado. Tudo indica que alguém está cometendo os mesmos crimes de um serial killer do passado, uma espécie de imitador. Como quem prendeu o assassino em série foi o ex-detetive de polícia aposentado Pete Willis (Robert De Niro), pai de Tom, os dois voltam a estabelecer uma relação, embora bastante complicada.

Pete e a detetive Amanda Beck (Michelle Monaghan) recorrem a Frank Carter (Michael Keaton), o serial killer que está na prisão, em busca de pistas sobre o novo assassino, mas fica evidente que ele está adorando a situação. Tom também tenta buscar pistas sobre o paradeiro do filho.

O filme tenta misturar investigação policial, drama familiar, trauma geracional e uma pitada de sobrenatural, mas nem sempre consegue equilibrar esses elementos. A relação entre pais e filhos é claramente o tema que mais interessa à história, principalmente na dinâmica entre Tom e Pete e na maneira como os traumas podem atravessar gerações. Ainda assim, algumas dessas ideias acabam parecendo mais interessantes na teoria do que na execução. 

O Homem que Sussurra

Robert De Niro e Adam Scott se destacam pelas atuações, sem grandes surpresas, enquanto Michael Keaton interpreta um serial killer bastante impactante, o que também já era esperado. Outro destaque fica por conta de Acston Luca Porto, que se sai muito bem como Jake.

A direção de James Ashcroft foi eficaz em nos prender a atenção até o final. O Homem que Sussurra, baseado no livro homônimo de Alex North, tem um bom suspense, drama e uma pitada de sobrenatural. Não é audacioso e tem uma trama até simples, mas entrega o que promete.

Michele Lima

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