Paixão de Escritório [Crítica]

Paixão de Escritório

Jeniffer Lopez é muito boa em comédia romântica! E a química com Brett Goldstein funcionou muito bem em Paixão de Escritório, da Netflix.

O melhor de uma comédia romântica é ser tratada como tal, e o longa abraça todos os clichês sem vergonha nenhuma. Inclusive, tem mais cenas constrangedoras do que eu imaginava (a do parto é um tanto traumatizante).

J.Lo é Jackie Cruz, CEO da empresa de aviação do pai, responsável por todo o crescimento, resultado de uma vida de dedicação. Seu caminho cruza com o de um novo advogado contratado: Daniel Blanchflower. Britânico, sem muito tato social, é um papel perfeito para Brett Goldstein, que tem explorado bem personagens do tipo. A faísca entre os protagonistas é quase instantânea, mas o romance entre funcionários é proibido, o que, a princípio, não impede os dois.

O longa tem boas piadas, bom ritmo e personagens que realmente funcionam na trama! Quase uma homenagem aos filmes do gênero. Ousa um pouquinho nos diálogos, mas recorre ao duplo sentido algumas vezes. Destaque para Betty Gilpin como Sidney, personagem completamente maluca! E também para as cenas pós-créditos, que me renderam as melhores risadas.

Ainda que, como ator, Brett Goldstein seja comum, ele tem me surpreendido positivamente em seus roteiros e produções. Foi assim em Ted Lasso e Falando a Real (ambos da Apple TV) e agora com Paixão de Escritório. Um filme simples, despretensioso, como deve ser, e bem divertido!

Michele Lima

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