The Electric State [Crítica do filme]

The Electric State

The Electric State, novo filme da Netflix, com Millie Bobby Brown, é baseado na obra homônima de Simon Stalenhag, um livro depressivo, sombrio e com uma ambientação apocalíptica impactante. Tudo muito diferente do filme.

Assinado pelos irmãos Russo (da franquia Vingadores), The Electric State acompanha Michelle (Millie Bobby Brown), uma jovem que perde os pais e acredita que o irmão mais novo, que é um gênio, também está morto. Até que um robô simpático, Cosmo (Alan Tudyk), aparece para avisá-la de que Christopher (Woody Norman) está vivo e é ele quem controla o robô. A partir de então, a dupla sai em uma jornada para encontrar onde verdadeiramente Christopher está.

A trama é ambientada nos anos 90 e futurista e mostra que no passado houve uma guerra entre humanos e robôs e que a humanidade só conseguiu vencer graças à invenção de um capacete de realidade virtual que inicialmente permitia o controle à distância de drones guerreiros. Com o fim da guerra, quanto mais a humanidade usava os projetores neurais, mas ela ficou viciada. Convenhamos, uma ótima crítica a uma sociedade já bem viciada em dopamina.

Durante a aventura dos protagonistas, Michelle e Cosmo encontram o contrabandista John D. Keats (Chris Pratt) e seu parceiro robótico Herman (Anthony Mackie), que muito a contragosto ajudam a menina. Isso porque não é só difícil encontrar Christopher, eles também são perseguidos, afinal o irmão gênio é a base central para a realidade virtual usada pela empresa Sentre.

The Electric State

O longa é bem mais didático do que o livro e explica muito mais do universo também, mas perde completamente o impacto da obra. Na tentativa de nos mostrar personagens interessantes e carismáticos, afinal os robôs são mesmos cativantes, o roteiro fica bem raso, típico de uma história de puro entretenimento, bem Sessão da Tarde. O que não é ruim, mas pode frustrar os leitores, já que a linda obra de Simon Stalenhag é carregada de momentos sombrios, sem espaço para piadas e a crítica ao abuso do uso das tecnologias é bem mais pesada, com situações deprimentes.

The Electric State é um filme simpático e previsível, mas tem cenas de ação excelentes, além de bons efeitos especiais. Não é um filme ruim, mas também não sai da mesmice de tantos outros do gênero. 

FICHA TÉCNICA

Título: The Electric State
Data de lançamento: 14 de março de 2025
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Netflix

Michele Lima

One thought on “The Electric State [Crítica do filme]

  • 24 de março de 2025 em 12:22
    Permalink

    Parece ser um bom entretenimento. Fiquei com vontade de assistir.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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