Godzilla e Kong: O Novo Império [Crítica]

O Monsterverse criado pela Warner vai se encorpando cada vez mais com o lançamento de sua quinta produção, Godzilla e Kong: O Novo Império. Com o passar dos anos, o estúdio entendeu que, para levar esse universo adiante, seria preciso unificar duas grandes “feras” icônicas para carregar a franquia. Godzilla e King Kong são figuras chamativas que já ganharam um crossover nos anos 60, mas o motivo desses personagens estarem juntos é um só: a pancadaria. 

Nesta segunda junção dentro desse universo, a proposta continua sendo a mesma realizada em Godzilla vs Kong (2021), onde vemos os dois, lado a lado, se enfrentando e, ao mesmo tempo, ajudando a humanidade a proteger a Terra de diversas criaturas com potencial destruição da civilização. Mas na sequência, o diretor Adam Wingard coloca em tela uma maior exploração sobre a ‘Terra Oca’ e seus habitantes como tema principal, isso incluindo o cotidiano de Kong, que vive no local depois dos acontecimentos de seu antecessor. Assim, o personagem acaba sendo a centralização da narrativa.

A Monarca, entidade secreta que monitora as atividades dos titãs no planeta, acaba sendo jogada para escanteio no longa, com pouco desenvolvimento se comparado aos filmes anteriores. E isso pode ter uma explicação simples, já que uma série spin-off da franquia focada na organização está sendo explorada no Apple TV+. No entanto, o grupo principal de humanos, liderado pela Dra. Iiene (Rebecca Hall), estão como um pressuposto de levar Jia (Kaylee Hottle) para a Terra Oca para se comunicar com Kong, já que a menina teve “visões” do mal que estava diante do personagem. 

Jia, que havia sido introduzida no primeiro crossover, tenta se adaptar ao nosso mundo, como no colégio. Porém, a construção realizada é mínima, feita com simples diálogos expositivos e que poderia ter sido mais explorada. Além do fato de ser um pilar que une as criaturas e situações que a colocam como uma “rainha” do Monsterverse, mas acaba não sendo um grande impacto que a transforma nesse patamar. 


Ainda na questão do grupo de humanos, a jornada dos mesmos é genérica que chega a ser “pastelão” com alívios cômicos, linhas textuais com frases de efeitos e que remete a outras famosas sagas que tem criaturas gigantes: Transformers e Jurassic Park; sendo que alguns estão ali mais como os olhos dos espectadores dentro dessa magnitude de aberrações do que para a fundamentação da história em si. O planeta parece já ter aceitado a convivência ao lado dos monstros e principalmente de seu “herói” Godzilla que mesmo defendendo a Terra, acaba destruindo. Nisso chegamos na parte onde temos a tão esperada aparição do Rio de Janeiro.

A referência à cidade brasileira é somente um cenário de luta dos personagens contra o antagonista Star King, nela vemos muitas semelhanças aos filmes clássicos de Godzilla e personagens robóticos japoneses que lutam na cidade, porém ainda mais caricatos que os anteriores. É isso que agrada aos fãs e aos amantes do gênero de ação e pancadaria. Em suma, é uma diversão gostosa de se acompanhar e menos desconstruída em relação aos demais projetos desse universo. Os visuais poderiam ser mais bem executados, já que um longa de menor orçamento, Godzilla Minus One, acabou levando o Oscar 2024 na categoria melhores efeitos visuais, mostrando que mesmo com pouco, a execução pode ser mais caprichada. Porém, não tira os méritos de que muitos irão adorar o novo longa dessa saga. 

FICHA TÉCNICA

Título: Godzilla e Kong: O Novo Império
Título Original: Godzilla x Kong: The New Empire
Direção: Adam Wingard
Data de lançamento: 28 de março de 2024
Warner Bros. Pictures

Lucas Venancio

One thought on “Godzilla e Kong: O Novo Império [Crítica]

  • 2 de abril de 2024 em 14:35
    Permalink

    Adorei a resenha. Com certeza, um entretenimento e tanto.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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