Resident Evil: A Série [Crítica]

Em 2036, 14 anos após a dor causada por Joy, Jade Wesker luta para sobreviver em um mundo tomado por chocantes criaturas sedentas por sangue. 

Para um amante da franquia Resident Evil, falar sobre a tão aguardada série é um verdadeiro sonho, mas a adaptação da Netflix passa longe de ser algo para os fãs mais saudosistas, mas antes das reclamações e lágrimas, vamos entender um pouco sobre o enredo da série. 

Em Resident Evil: A Série, acompanhamos duas linhas do tempo no já conhecido mundo pós-apocalíptico. Na primeira, somos apresentados às irmãs Jade (Tamara Smart) e Billie (Siena Agudong) de 14 anos, que se mudam para New Raccoon City .Em uma região extremamente corporativa, conforme o tempo passa as duas percebem que a cidade é mais do que aparenta ser e que seu pai pode estar envolvido em segredos que colocam a segurança do mundo inteiro em risco. Já na segunda linha do tempo, mais de quinze anos se passaram desde a descoberta do T-virus. A Umbrella Corporation, o Asilo Greenwood e Washington, DC, aparentemente não possuem nenhuma relação, porém, segredos dessas instituições começam a ser revelados. Agora, existem apenas 15 milhões de pessoas que não foram infectadas ao redor do mundo, enquanto 6 bilhões de humanos e animais estão contaminados e se espalhando. Jade (Ella Balinska) agora é uma mulher de 30 anos de idade, lutando para sobreviver em uma realidade infestada de monstros, tudo isso enquanto é assombrada pelo passado de sua família. 

A nossa querida Netflix conseguiu esmiuçar qualquer lembrança de Resident Evil, não se importou nenhum pouco com a memória dos fãs e tão pouco apresentou a sua história original para nova geração, na série apenas usou meras lembranças do passado sombrio da Umbrela. Já os seus personagens que tanto marcaram a nossa infância foram completamente esquecidos, até o nosso amado Wesker, interpretado na série por (Lance Riddick), é apenas uma figura sem graça, sem expressão e sem brilhantismo nenhum, nem fazendo os clones do personagem deu certo, e não é culpa do ator, é de quem entrega o texto e dirige as cenas. 

A série nada mais é que uma versão de terror barata infanto-juvenil, sempre focada nos draminhas pessoais do que na própria história. Muitas vezes pensei que estava vendo uma série de colégio bem bobo com um terrorzinho de pano de fundo, pensava: “é Resident Evil ainda?”. A série conta com inúmeros momentos de puro tédio, as cenas de ações são bem previsíveis, nada, absolutamente nada surpreende, as tentativas de referências foram falhas e vergonhosas, sem contar o design dos monstros, maquiagem e o figurino, as músicas que deixam a vibe muito adolescente, afinal é o público alvo da Netflix! Efeitos especiais dignos de Pânico no lago 3! É embaraçoso de ver, até o efeito sonoro mais usado em Hollywood foi colocado, se você reconheceu devo lhe dar os parabéns. O seu final tem um detalhe interessante que só pelo nome em destaque foi capaz de chamar mais a atenção do que a série toda, tendo indícios de uma segunda temporada. mas será que vão conseguir piorar ainda mais? 

Eu como um fã do universo Resident Evil fiquei bem decepcionado, o que já era previsto, talvez para você que esteja conhecendo agora esse título a série possa ser uma boa escolha pra assistir se você é fã e gostou, tá ótimo também, o que vale  é a experiência de ter assistido.

Everton

2 thoughts on “Resident Evil: A Série [Crítica]

  • 16 de julho de 2022 em 08:45
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    Oi Everton!
    Eu assisti ao primeiro episódio e gostei!
    Não sou uma fã dos filmes, então acredito que isso tenha contribuído. Vamos ver se vou levar a maratona pra frente… Confesso que aquele bicho estranho lá grandão meio que desanimou, mas gosto do drama familiar, rs.
    beeeeijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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  • 15 de agosto de 2022 em 18:07
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    Confesso que achava que ia ser mais interessante, mas pela sua resenha não.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está está em HIATUS DE INVERNO de 03/08/22 à 01/09/22, mas você sempre é bem vindo (a) para visitar e comentar os posts! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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