As Seguidoras [Crítica da Série]

Já faz um tempo que quero conferir o catálogo da Paramount + Brasil e por indicação acabei assistindo As seguidoras, produzida pelo Porta dos Fundos. E que série incrível, cheia de sarcasmo, piadas inteligentes, bom humor e muito sangue jorrando em tela.

A série acompanha Liv (Maria Bopp), uma influencer good vibes vegana, que está em busca de mais seguidores e sucesso, sempre se espelhando em Ananda (Raissa Chaddad), tanto que passa a viver na mesma rua que ela e ainda namora seu meio-irmão. No entanto, Liv guarda muitos segredos, pra começar ela ajudava a mãe no matadouro de porcos, veio de uma cidade pequena e mudou de nome e de vida. 


Uma noite uma pessoa do seu passado aparece querendo obrigá-la a contar toda a verdade nas redes sociais, Liv é uma fraude! Desesperada, em uma luta corporal, ela mata o rapaz e esquarteja. E tentando se livrar do corpo durante um festival da fogueira com outras influenciadoras, Liv encontra na floresta um stalker de Ananda e o mata também. Agora já são dois corpos esquartejados, no estilo A Açougueira como a mídia começa a chamá-la. E ao longo da série vemos a protagonista mandando cada vez com certo sadismo, entre um tutorial ou outro de “como cortar suas vítimas” ou “como limpar o sangue no tapete”, todos bem engraçados nos momentos de quebra da quarta parede.

Liv pode contar com a burrice da polícia, embora Elano (Tatsu Carvalho) e Rocha (Tatiana Tibúrcio) sejam bem espertos, mas é Antônia (Gabz) com seu podcast investigativo que começa a chegar mais perto de saber a verdadeira identidade da Açougueira, isso porque ao arrumar computadores ela tem acesso a muita coisa, como por exemplo, as fotos do stalker de Ananda. Antônia é uma garota jovem que sonha em ser jornalista, que teve uma relação ruim, mas que tenta outra com Cammila (Nátaly Neri), uma moça que ela conheceu na internet e que passa a ajudá-la no podcast. 


Durante os seis episódios da primeira temporada descobrimos o passado de Liv com uma mãe bem perturbada a ponto de marcá-la nas costas e obrigar uma criança a matar porcos, o que claramente dá o gatilho para Liv ser uma assassina em série.  

Com cenários simples, mas muito bem produzidos e um elenco muito bom, As seguidoras trabalham com temas modernos como ser influencer, o quanto as redes sociais enganam e que no fundo a gente não sabe da vida de ninguém. Também aborda a obsessão de números na internet e sobre a cultura do cancelamento. As situações absurdas são muito bem trabalhadas e a sátira surpreende até o final. Termina com um ótimo gancho que nos faz esperar ansiosamente pela segunda temporada!

Michele Lima

One thought on “As Seguidoras [Crítica da Série]

  • 6 de abril de 2022 em 11:19
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    Nunca tinha ouvido falar dessa série. Confesso que ela não chamou muito minha atenção.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está de volta com muitos posts e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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