A Megera Domada [Crítica do Filme]

Comédia Romântica é um gênero que facilmente cai nos clichês e está tudo bem! Por isso fui assistir ao polonês A Megera Domada na Netflix com a mente aberta e disposta aceitar um pouco de entretenimento, não esperava nada parecido com o clássico de 1967 (com Elizabeth Taylor e Richard Burton) e nem mesmo algo como 10 coisas que eu odeio em você que bebe em fontes shakespearianas de maneira brilhante; esperava algo simples e divertido, mas encontrei um filme tedioso e pastelão.  

Kaśka (Magdalena Lamparska) pega o namorado com outra e larga seu trabalho no laboratório com abelhas para voltar a sua cidade natal nas montanhas para trabalhar sozinha. Mas quando ela chega, descobre que seu irmão e seu parceiro querem vender as terras para uma empresária que descobriu um material importante na região. Obviamente, Kaśka se opõe à ideia e assim, os dois sócios atrapalhados decidem contratar Patryk (Mikolaj Roznerski), para seduzi-la e fazê-la mudar de ideia.

Patrick que é irmão da empresária interessada em comprar as terras, está com muitas dívidas e aceita o trabalho, mas no meio do caminho se apaixona verdadeiramente pela protagonista.

A previsibilidade do roteiro não é o problema, visto que quem se dispõe a assistir filmes do gênero já está acostumado com isso, mas sim a condução da história. Protagonistas sem química, personagens estereotipados, cenas exageradas que beiram caricaturas constrangedoras e sem graça. Ainda é possível destacar o esforço dos atores com um texto bem pobre e a bonita paisagem nas montanhas, apenas. 

A Megera Domada me fez lembrar dos piores momentos de Zorra Total e foi com grande esforço que terminei de assistir. 

FICHA TÉCNICA

Título: A Megera Domada
Título Original:  Poskromienie Zlośnicy
Direção:  Katarzyna Szyngiera
Data de lançamento no Brasil: 13 de abril de 2022
Netflix

Michele Lima

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