A Felicidade é de Matar [Crítica]

Posso falar com tranquilidade que A Felicidade é de Matar é um dos filmes mais esquisitos que já vi na vida. É tão estranho que fiquei presa nele até o final, apesar de toda a bizarrice.

No longa  Tom (John McHale) e Janet (Kerry Bishé) estão casados há 14 anos e fazem sexo em qualquer lugar, o tempo todo. São obcecados um pelo outro e raramente brigam. O que eles não sabem é que isso incomoda todos os seus amigos que finalmente resolvem contar para eles que não aguentam mais o casal. 

Um dia, um misterioso homem chamado Mr. Goodman (Stephen Root) aparece na casa de Tom e Janet com um cheque e uma maleta com duas seringas, prometendo que eles se tornarão pessoas normais. Eles não têm escolha, precisam usar o conteúdo misterioso, mas assustada Janet parece cometer um assassinato. Sem saber o que fazer, eles resolvem aceitar um fim de semana com os amigos (que não suportam eles) para que caso alguém busque o paradeiro do misterioso homem, eles não estarão em casa. No meio do caminho, eles começam a desconfiar que tudo pode ter sido uma brincadeira dos amigos.


Ao longo da trama vamos conhecendo cada um dos cinco casais e todos seus segredos, que são muitos, alguns até surpreendentes. A grande questão é que a motivação para o que acontece com eles na casa, o homem misterioso e toda a trama de suspense se perde bastante em meio ao drama e fica completamente sem sentido em alguns momentos. E mesmo entendendo que o mistério não é ponto relevante na história, a cena de Gretel (Charlyne Yi) no final fica sem o encaixe perfeito na narrativa, um tanto jogada ao acaso.

No entanto, o longa que é escrito e dirigido por BenDavid Grabinski (Clube do Terror) tem questionamentos interessantes como a durabilidade da paixão em um casamento. Afinal, Tom e Janet são normais mesmo? Também vale destacar a trilha sonora que dá todo um clima de anos 80 e 90, além de uma ambientação boa de suspense. 

Em suma, a comédia sombria A Felicidade é de Matar apesar dos altos e baixos do roteiro,  conseguiu manter minha atenção até o fim.

O longa estará disponível a partir de 11 de fevereiro exclusivamente para compra e aluguel nas plataformas digitais em formato dublado e legendado no Claro Now, Vivo Play, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Filmes com distribuição da Synapse Distribution.

Trailer

FICHA TÉCNICA

Título: A felicidade é de matar
Título Original: Happily
Direção: BenDavid Grabinski
Data de lançamento no Brasil: 11 de fevereiro de 2022
Synapse Distribution

Michele Lima

2 thoughts on “A Felicidade é de Matar [Crítica]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.