King Richard: Criando Campeãs [Crítica]

King Richard: Criando Campeãs (Disponível no HBO Max) não foge do padrão de cinebiografias em que temos uma história de esforço e superação, mas é bom demais saber um pouco da história das irmãs Williams, mesmo com todos clichês!

Richard (Will Smith) e sua esposa (Aunjanue Ellis) descobriram cedo que duas das cinco filhas deles tinham um talento excepcional para o tênis e desde então começaram a treiná-las e buscar um técnico famoso e quem sabe um patrocínio. A luta é árdua, Richard tem um temperamento difícil, a família é bem humilde, mas eles não desistem. Cada treino na chuva valeu a pena e tanto Venus (Saniyya Sidney) quanto Serena (Demi Singleton) demonstram talento nato no esporte, mas só Venus por ser mais velha e mais preparada consegue um bom técnico, embora Serena não tenha desistido.

O mais curioso é que quando Richard consegue abrir caminho para as filhas ele percebe, pelos torneios que elas participam, que a pressão do esporte poderia fazer muito mal a elas e toma a decisão polêmica de não deixá-las competir até se tornarem profissionais. Richard tem uma longa batalha para conseguir um lugar melhor para as meninas treinarem, dinheiro, emprego, casa, mas ele é incansável! E por vezes o traço controlador dele causa problemas familiares, a esposa sente e as meninas também que Richard por vezes se torna intransigente. Ele tem um plano e ninguém parece capaz de fazê-lo mudar de ideia.


Boa parte do foco está em Richard e em Vênus, mas temos vislumbres da perseverança de Serena e com muita delicadeza o roteiro nos mostra que o pai das meninas cometia sim muitos erros na vida e no casamento, mas tudo bem sutil, o que foi uma pena porque eu queria ter visto mais da complexidade do homem que criou as filhas para ser campeões. Richard tinha completa noção da representatividade de Vênus com menina negra em um esporte de elite, pegava nas entrelinhas frases preconceituosas e já pensava na saúde mental delas bem antes do mundo do esporte falar mais amplamente sobre o tema. Richard era um homem visionário, mas era humano, tinha efeitos e o roteiro nos poupa bastante disso. 

Will Smith entrega uma boa atuação, mas Saniyya Sidney é quem verdadeiramente se destaca nos momentos finais. Infelizmente, King Richard apesar de agradar pela história de superação, não consegue ir além do básico de cinebiografias. É uma história bonita, comovente, mas mediana enquanto filme. 

Trailer

FICHA TÉCNICA

Título: King Richard: Criando Campeãs
Direção: Reinaldo Marcus Green
Data de lançamento no Brasil: 2 de dezembro de 2021
HBO MAX

 

Michele Lima

3 thoughts on “King Richard: Criando Campeãs [Crítica]

  • 22 de janeiro de 2022 em 00:12
    Permalink

    Nossa que artigo fantástico, por isso que estou quase todos os dias visitando e lendo seus artigos. Sempre tem conteúdos interessantes e de qualidade.

    Beijos !!

    Meu Blog: Dupla Sena Como Ganhar?

    Resposta
  • 23 de janeiro de 2022 em 13:18
    Permalink

    Oie!!
    Parece um filme que seria bom ver na sessão da tarde e me fisgaria pelo Will Smith mas a Saniyya que ia entregar tudo, pelo que voce esta comentando, curiosa!
    Qdo pegar hbo max vou assistir

    Beijos!
    Pâm
    Blog Interrupted Dreamer

    Resposta
  • 23 de janeiro de 2022 em 16:57
    Permalink

    Olá, Michele.
    Eu gosto muito de filmes desse tipo. Ainda mais sabendo que é uma história real. A gente só vê eles lá ganhando prêmios e não sabe tudo o que passou para chegar ali. E amo o Will né hehe. Com certeza quero assistir.

    Prefácio

    Resposta

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