Cobra Kai – 4ª temporada [Crítica]

Quando eu vi Cobra Kai pela primeira vez no Youtube não imaginava que a Netflix fosse se interessar e mais ainda que tivesse o estrondoso sucesso, não por menos, a série é muito boa. Obviamente, começo a me preocupar por quantas temporadas a história vai se estender, mas pelo menos os episódios são curtos e poucos, o que não permite muita enrolação.

Na quarta temporada temos Daniel Larusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) unidos (ou quase isso) na tentativa de banir o Cobra Kai de Kreese (Martin Kove), mas é mais difícil do que esperávamos. Para começar, Daniel e Johnny têm muitos problemas, os estilos são diferentes e o ciúme atrapalha bastante. Tive a sensação de que Johnny esteve mais aberto que Daniel nessa união, embora o machão de plantão não levasse tanto a sério as atividades reflexivas, mas quando Terry Silver (Thomas Ian Griffith) aparece para relembrar antigos pesadelos de Daniel, o discípulo do senhor Miyagi se torna mais intransigente. Não que ele não tivesse as razões dele para acreditar que suas técnicas venceriam o Cobra Kai porque ele já fez isso uma vez, mas a forma como Daniel trata o assunto irrita Johnny porque faz parecer que ele nunca sabe de nada e seu caratê não presta. Por outro lado, Jonnhy sente um enorme ciúme de Miguel com o Daniel que acabam se aproximando, em contrapartida Samantha (Mary Mouser) começa a se identificar com o estilo Presas de Águia.


Como se não bastasse a diferença gritante de personalidade dos protagonistas, Kreese faz sua melhor jogada, buscando Terry Silver como parceiro e o antigo pesadelo de Daniel está de volta muito mais inteligente e rico. Silver tem faro comercial e quer transformar o Cobra Kai em uma rede.

Robby (Tanner Buchanan) parece um pouco mais maduro e agora é uma espécie de tutor para o novo personagem, Kenny (Dallas Dupree Young), que sofre bullying na escola. Tory (Peyton List) também parece um pouco diferente, o roteiro explora mais a questão familiar dela. Ponto positivo foi a relação surpreendente dela com Amanda (Courtney Henggeler). Já Samantha, deixa seus medos para trás e segue um pouco a linha de Johnny, acertando primeiro e se tornando um pouco mais agressiva. 


Um dos melhores trunfos de Cobra Kai é explorar a humanidade de seus personagens, ninguém é sempre bom ou sempre ruim e essa complexidade faz com que a gente tenha diferentes sentimentos ao longo da série. Todos erram e todos acertam em algum momento! E na quarta temporada não foi diferente!

Ainda com fôlego, mas não como no começo, Cobra Kai agrada mesmo com menos alívio cômico que na temporada anterior. Tem ação, comédia e muito drama familiar, terminando de uma maneira que nos deixa ansiosos para a próxima temporada. 

Michele Lima

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