Emily em Paris [Resenha da série]

Emily em Paris, de Darren Star (Sex and the City) está disponível na Netflix e estrela Lily Collins como a protagonista que se muda para França devido a uma oferta de trabalho. A série vai acompanhar Emily tentando lidar com um novo emprego em um país que ela nem sabe falar o idioma.

Eu tive sentimentos mistos sobre a série. A princípio ranço da Emily, a oportunidade de emprego era extremamente importante pra ela, mas ela se muda dando a mínima para o sentimento do namorado e depois se irrita com ele. E sim, também não consigo defender muito o namorado dela. Depois, super compreendi que o emprego foi inesperado e não deu tempo de aprender francês, mas acho conveniente que apesar da dificuldade com a língua retratada em várias cenas, boa parte dos funcionários da empresa falam em inglês e Emily sempre, sempre, de maneira muito conveniente, encontra pessoas que falam inglês. Aliás, o que não falta nesse roteiro é conveniência, sempre aparece alguém pra salvar a Emily.

Por outro lado, à medida que os episódios vão passando consegui me apegar a protagonista. Não, Emily não é uma personagem super comum, não me parece nada comum andar nas ruas de salto agulha e nunca tropeçar, viver num lugar fofo, com um vizinho fofo, bonito, prestativo, fazer uma bonita amizade com uma desconhecida na praça, fazer amizade com uma mulher do nada na floricultura e essa mesma mulher te convidar para um evento que conveniente um cara importante está por lá. É, bem não tem nada comum… mas apesar disso, Emily é uma personagem que erra e acerta como todos nós, embora já quase no final uma atitude dela tenha me irritado de novo. Uma coisa é você dar uma mancada sem saber direito a situação, outra coisa é a pessoa ter completa consciência e ainda assim insistir no erro. Emily teve mais de uma oportunidade de esclarecer as coisas com a Camille (Camille Razat), mas se fez de desentendida. Entretanto, Emily também acerta ao escancarar o sexismo em vários momentos na série e isso foi bem positivo.
Apesar de todos os deslizes da protagonista, da conveniência do roteiro e diálogos xenófobos (talvez chumbo trocado entre americano e francês não nos doa tanto), a série me agradou. Estava mesmo precisando de algo mais leve e Emily em Paris é uma série “confort”, é curta, divertida em alguns momentos, com bom ritmo, excelente fotografia e figurino. E Lily Collins consegue colocar carisma em uma personagem um tanto problemática.

Outra ponto que achei interessante na série foi a persistência da Emily em conquistar a chefe que realmente a detesta. Também gostei dos personagens secundários, Mindy (Ashley Park) é uma amiga engraçada (que alfineta a China bastante, sendo uma personagem chinesa), Camille é doce e os funcionários da empresa também funcionam como alívio cômico em alguns momentos.

Emily em Paris mostra (de maneira correta ou não) o embate entre culturas e uma boa jornada da protagonista em relação a sua profissão e vida amorosa. É gostosa de acompanhar e agrada se não for colocado uma boa lupa no roteiro.

Michele Lima

One thought on “Emily em Paris [Resenha da série]

  • 18 de outubro de 2020 em 16:04
    Permalink

    OI Mi! A série tem gerado muitos comentários e estou curiosa para conferir, até mesmo por gostar de ambientação em Paris e gostar da atriz. Espero curtir. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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