Judy – Muito além do Arco-Íris [Resenha do Filme]

Judy Garland foi atriz, cantora, dançarina, considerada por muitos uma das principais estrelas da Era de Ouro de Hollywood dos filmes musicais. Bastante conhecida por ser a protagonista de O mágico de Oz e Nasce uma Estrela. No entanto, apesar do sucesso artístico, Judy sofria várias problemas pessoais. Na adolescência foi obrigada a trabalhar até a exaustão, sem dormir por muito tempo e nem comer direito, afinal, uma artista deveria ser magra e tudo isso ocasionou problemas de insônia, de insegurança, vício, crises de ansiedade. O preço que Judy paga para ser uma grande estrela é muito caro. 
O longa começa com Judy (Renée Zellweger) lidando com problemas financeiros e lutando para manter a guarda dos filhos. Sem ter emprego e nem onde morar a protagonista é obrigada a deixar os filhos mais novos com o ex-marido, o que a deixa ainda mais depressiva. Entretanto, surge uma oportunidade em fazer shows em Londres e apesar de não estar preparada emocionalmente, ela aceita porque assim terá direito e irá lutar pela guarda dos filhos.
Os ingleses adoram Judy, são fascinados por ela, mas a cantora passa por diversos problemas no seu período na Inglaterra, principalmente ocasionados pela ausência de sono. E o longa vai mostrando por flashbacks o passado de Judy, bastante explorada pelos estúdios, sendo controlada por eles e inclusive acabando com sua autoestima. No entanto, também vemos alguns momentos de rebeldia da protagonista. Fica claro o paralelo do controle vivido no passado com os problemas psicológicos na fase adulta. 
Renée Zellweger é uma atriz fantástica e aqui não fica devendo em nada. Fisicamente bastante parecida com Judy, bastante magra, trejeitos iguais e transmite muito bem a montanha russa de emoções que era a vida da protagonista. As cenas finais do show são realmente um grande espetáculo, não à toa Renée Zellweger está ganhando vários prêmios por sua atuação.
Como é comum em cinebiografias, não temos quase nada do lado sombrio de Judy Garland. Sabemos que ela foi negligente como mãe, ainda que amasse seus filhos, mas o roteiro traz certa leveza aos erros de Judy, muito bem justificado pelo seu passado, o que não deixa de ser uma verdade. No entanto, Judy era uma mulher muito mais complexa, com mais camadas de profundidade e por ser um recorte na vida da atriz, apenas dos últimos anos de carreira, o filme acaba não explorando tudo que poderia. 
Ainda assim é um longa excelente, emociona demais nas cenas finais, nos faz ter uma empatia enorme por Judy e uma grande admiração pelo trabalho de Renée Zellweger.
Trailer:
FICHA TÉCNICA
Título: Judy – Muito além do Arco-Íris
Título Original: Judy
Direção: Rupert Goold
Data de lançamento: 30 de janeiro
Nota: 4/5

Michele Lima

6 thoughts on “Judy – Muito além do Arco-Íris [Resenha do Filme]

  • 30 de janeiro de 2020 em 19:06
    Permalink

    Mi, a Renée realmente está ganhando vários prêmios com essa atuação, né?! Eu sou apaixonada por O MÁGICO DE OZ, mas acredita que não sei nadinha sobre a Judy? Com certeza vou conferir esse filme!

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    Romantic Girl

    Resposta
  • 30 de janeiro de 2020 em 20:08
    Permalink

    Olá, Michele.
    Eu não sou tão fã de filmes nesse estilo. Mas fiquei interessada principalmente por causa dos seus elogios a atuação da Renée. Se der vou assistir ele.

    Prefácio

    Resposta
  • 31 de janeiro de 2020 em 00:49
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    Oi Mi! Não costumo ver muito filmes assim, mas eu fiquei curiosa por querer saber mais sobre a Judy. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

    Resposta
  • 7 de fevereiro de 2020 em 08:57
    Permalink

    É impressionante a evolução e amadurecimento da Renée Zellwegger se compararmos a sua atuação em Chicago (2002) com este Judy. Tanto seu trabalho como atriz quanto sua capacidade de canto subiram muito no meu conceito. A Academia fez bem em não premiá-la por Chicago, realmente não era o momento.

    Resposta

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