Trilogia da Fundação – Fundação [Resenha Literária]
“Nunca deixe seu senso moral impedir você de fazer o que é certo!”
Isaac Asimov é considerado um dos mais influentes autores de ficção científica de todos os tempos, e não sem um bom motivo. Ele publicou o primeiro livro da série Fundação em 1951, aos 31 anos de idade surpreendentemente jovem. Um autor escreveu um livro que quase 70 anos depois, ainda é considerado uma pedra angular do gênero sci-fi.
O que me surpreendeu inicialmente sobre o livro foi a qualidade atemporal que ele possui. Se eu não tivesse observado a data de publicação como sendo 1952, eu poderia facilmente tê-lo colocado na década passada. Asimov escreve com prosa inteligente e um extenso vocabulário científico, enquanto de alguma forma consegue manter a acessibilidade.
A violência é o último refúgio do incompetente
O livro está dividido em cinco seções, começando em um futuro bem distante. Sob o domínio do Império Galáctico, a humanidade se espalhou para os cantos mais distantes da Via Láctea. O brilhante cientista e psico-historiador Hari Seldon descobre, através de complexas probabilidades, que o império está desmoronando, e logo fracassará. Mergulhando grande parte da galáxia no caos. A fim de preservar os avanços da humanidade e evitar trinta mil anos de barbárie, Seldon formula um plano. O livro, então, avança várias décadas até o recém-criado mundo da Fundação, na borda da galáxia – o resultado dos esforços do protagonista. O cientista presciente já se foi há muito tempo, mas deixa pistas curiosas sobre como o mundo da fundação deve superar as inevitáveis crises que deve enfrentar.
Asimov continua a história nesse sentido, descrevendo as dificuldades que os diferentes líderes mundiais da fundação devem enfrentar. Cada nova seção avança no tempo, apresentando novos personagens, desafios e uma crise. Uma das qualidades mais redentoras da Fundação é sua imprevisibilidade. O autor cria desafios com probabilidades intransponíveis, que seus personagens intratáveis navegam das maneiras mais inteligentes e inesperadas.
As estrelas podem não mudar mesmo em séculos, mas fronteiras políticas são fluidas demais.
Os próprios personagens são altamente únicos e interessantes, e é por isso que é uma pena que cada seção seja tão curta. Eu gostaria de ter lido mais sobre o prefeito Saldor Hardin.
Apesar da curta duração deste primeiro livro, Issac faz um trabalho incrível criando uma vasta e expansiva galáxia na qual tudo pode acontecer, estabelecendo efetivamente o cenário para o restante da série.
Para ter sucesso, apenas o planejamento não é suficiente. Deve-se improvisar também.
O livro é rápido, divertido e inteligente e irá transportar o leitor para uma jornada com voltas e mais voltas que você provavelmente não verá chegar. Sendo este seu trabalho inicial, é fácil perceber porque Asimov é considerado um dos grandes gênios do gênero e estou ansiosa para continuar a série.
A nova edição da Editora Aleph que foi repaginada para essa coleção está simplesmente incrível, com três livros em conjunto, permite ao leitor um melhor domínio do todo, isso sem contar com as ilustrações lindíssimas que me permitiram adentrar nesse mundo de Isaac.
FICHA TÉCNICA
Título: Trilogia da Fundação – Fundação #1
Autor: Isaac Asimov
Oi, Nat!
Eu já li muitos elogios a essa trilogia. É de cair mesmo o queixo ao perceber o quanto obras escritas muitos anos atrás são bem atuais. Um dia me arrisco nas histórias do autor.
Beijos
Balaio de Babados
Oi, Natália!
Já vi várias resenhas positivas sobre o livro e apesar de não ser muito o que costumo ler, fiquei bastante curiosa.
Beijos
Construindo Estante
Amei sua resenha Natália, se passasse por esse livro em alguma livraria talvez não me interessasse tanto por ele, bom saber que cada livro surpreende de uma forma e deixa aquele gostinho de quero mais..
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