Criaturas Extraordinariamente Brilhantes [Crítica]

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes, filme disponível na Netflix, é uma adaptação do livro homônimo de Shelby Van Pelt. Dirigido por Olivia Newman, o longa traz Sally Field como protagonista em uma daquelas histórias bonitas feitas para aquecer o coração.

Tova (Sally Field) é uma senhora que trabalha como faxineira em um aquário de uma pequena cidade. Não trabalha porque precisa, mas sim para se distrair, ou melhor, para tentar esquecer uma tragédia familiar. Ela adora o polvo Marcellus (Alfred Molina), uma das atrações do local, e é ele quem narra essa história.

Quando Tova se acidenta ao resgatar Marcellus de uma de suas fugas do aquário, ela é substituída por Cameron (Lewis Pullman), um jovem que chega à cidade um tanto perdido na vida e procurando um pai que nunca conheceu. Cameron assume a faxina e os dois acabam se aproximando. A protagonista é bastante metódica com limpeza e Cameron, apesar do início complicado, aos poucos passa a entendê-la melhor. Os dois são pessoas fechadas, carregam questões familiares difíceis, traços de depressão e uma constante melancolia. Marcellus percebe que eles têm mais em comum do que imaginam.

Aos poucos, Tova e Cameron se abrem e se tornam amigos. Ela o incentiva a procurar o pai e talvez até investir em um romance com Avery (Sofia Black-D’Elia). Já Tova é mais difícil de lidar, já que constantemente afasta as pessoas e rejeita qualquer tipo de ajuda. Talvez Marcellus seja quem mais se aproxima emocionalmente da protagonista.

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes

Em meio a traumas e ausências familiares, os dois se apoiam e tentam curar suas feridas, algo nada fácil. O interessante é que, mesmo caindo em clichês do gênero, o longa ainda consegue surpreender com a revelação final. Conveniente? Sim. Mas também extremamente adorável.

Sally Field é uma atriz à altura de qualquer trabalho e aqui não é diferente. Ela entrega uma Tova difícil, ranzinza e, ainda assim, doce. A química com Lewis Pullman também funciona muito bem. Ainda assim, o grande destaque fica para a perspicácia de Marcellus, narrado pelo também brilhante Alfred Molina.

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes é um filme delicado sobre luto e solidão. É leve e pode até parecer clichê em alguns momentos, mas apresenta uma trama sensível, acolhedora e encantadora.

Michele Lima

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