Wandinha – 2ª Temporada [Crítica]

Foi sem muita empolgação que assisti a segunda temporada de Wandinha! Ainda que a protagonista seja ótima, bem como a atmosfera Tim Burton!
Depois dos acontecimentos da primeira temporada, Wandinha (Jenna Ortega) está famosa na escola (um curioso caso de metalinguagem) e sem suas visões. Na última que teve, descobriu que Enid (Emma Myers) vai morrer, o que faz com que boa parte da trama gire em torno da protagonista tentando salvar a amiga! Novos mistérios são acrescentados, bem como novos personagens: mãe e tio de Tyler, o diretor Dort e Agnes, fã de Wandinha e ótimo acréscimo na história. Os conflitos familiares ganham melhores contornos, a problemática família de Tyler (Hunter Doohan), Bianca (Joy Sunday) e sua mãe, Wandinha e Mortícia. A matriarca da família Addams ganhou mais espaço e é ótimo ver Catherine Zeta-Jones no papel! Além de trabalhar o conflito entre os Desajustados e os Normais!
Passado o grande hype da primeira temporada, sobra a Wandinha o que sempre foi: uma ótima personagem dentro de um universo sombrio e ao mesmo tempo divertido, sem grandes complexidades. Embora o roteiro até tente de alguma forma dar profundidade às narrativas, sem muito sucesso. No entanto, o que pesa mesmo no roteiro é a enrolação. A série foi dividida em duas partes, algo que já virou comum na Netflix, mas apresenta uma história com pouco impacto, quase que episódica, sem criar grandes expectativas para o que ainda estava por chegar.

Ainda que o tema investigativo seja fraco, a série ainda tem seu vigor no quesito relacionamentos não amorosos. Laços afetivos são reafirmados e novos aparecem mostrando potencial. Os diálogos ácidos que Wandinha protagoniza ainda me encantam, bem como a comédia. A troca de corpos de Wandinha e Enid nos proporcionou bons momentos e Mãozinha segue como personagem carismático.
A estranheza do mundo de Tim Burton já não é novidade, mas ainda agrada e a essência da Família Addams segue intacta, esquisita e sarcástica, como deve ser! Porém, para uma terceira temporada, cabe a Netflix se esforçar mais na história…
Michele Lima

