A Lição – Segunda Parte [Crítica]

A segunda parte do dorama A Lição chegou em março trazendo o final dessa excelente trama de vingança! Confesso que os três primeiros episódios dessa parte me pareceram mornos em relação ao começo, mas depois a história engata de novo de modo que a cada final de episódio eu queria saber!

Para quem não conhece ainda a história, vamos acompanhar a protagonista Moon Dong-Eun (Song Hye-Kyo). Quando jovem era pobre, negligenciada pela mãe e pelos professores da escola, sendo que um grupo de alunos, liderados pela sadista Park Yeon-Jin (Ji-Yeon Lim), fazia bullying com ela, torturando-a diariamente. Socos, sufocamento, humilhações e até queimaram o corpo todo dela com chapinha de cabelo. Com uma espécie de motivo para sobreviver, Dong-Eun planeja uma vingança extremamente detalhada contra Yeon-Jin, Lee Sa-Ra (Kim Hieora), Son Myeong-Oh (Kim Gun-woo), Choi Hye-jeong (Cha Joo Young), Jeon Jae-joon (Park Sung-hoon).

Dong-Eun ainda conta a ajuda de Kang Hyun-Nam (Yeom Hye-ran) em troca de matar o marido violento dela e com o médico Joo Yeo-Jung (Lee Do-Hyun).

Nessa segunda parte temos a reta final dessa história com muita tensão. Achei as ações da Sra Kang bem ambíguas, mas me agradou bastante o final dela. E não contava com o plot twist já quase no final de Joo Yeo-Jung sabendo mais do que se esperava, mas gostei bastante que ele também tem seu caminho de vingança. 

A Lição não decepciona e conclui tudo muito bem, sem pontas soltas. Até deixa um espaço para algo mais focado em Joo Yeo-Jung, mas não acredito muito que aconteça. A história de Dong-Eun foi devidamente concluída. Nos acertos do dorama, além da trama, é possível destacar a atuação de Song Hye-Kyo como protagonista, contida na medida certa! E Ji-Yeon Lim também acerta como vilã, bem como Yeom Hye-ran no drama de sua personagem, que sofre na mão do marido. As minhas reclamações ficam por parte dos excessos, algumas atuações beiram a caricatura, por exemplo, a da mãe da protagonista. Sem contar o cabelo Park Sung-hoon que não deve ter sido moda em momento nenhum da humanidade (espero). Excessos também ocorrem nos flashbacks de tempos recentes. Voltar ao passado dos protagonistas foi de suma importância, voltar em alguns dias o tempo todo foi um recurso para nos deixar curiosos com algumas ações, mas usado exacerbadamente.

Em suma, A Lição (The Glory em inglês e Deo Geullori em coreano) me parece que conseguiu furar a bolha das dorameiras e atingir pessoas que não costumam assistir a doramas. Isso por conta de uma história excelente, cheia de reviravoltas e uma vingança muito merecida!

Michele Lima

Na Nossa Estante

Recent Posts

Do Fundo da Estante: Igual a Tudo na Vida

Após Desconstruindo Harry (1997), Woody Allen entrou numa sequência de filmes tão chatos que acabei…

6 horas ago

O Morro dos Ventos Uivantes [Crítica]

O romance escrito por Emily Brontë em 1847 já recebeu nove adaptações cinematográficas oficialmente reconhecidas…

2 dias ago

Bugnonia [Crítica]

Eu gosto bastante da parceria entre Yorgos Lanthimos e Emma Stone, e Pobres Criaturas segue…

4 dias ago

Pluribus [Crítica da Série]

Vince Gilligan é criador de uma das maiores séries de sucesso da televisão, Breaking Bad,…

1 semana ago

Pecadores

Eu queria tanto ter gostado mais deste Pecadores (2025), mas o plot me decepcionou um…

1 semana ago

Indicados ao Oscar 2026 [Análise]

O Agente Secreto teve 4 indicações: Filme do ano, Filme Internacional, ator (Wagner Moura) e…

2 semanas ago

Nós usamos cookies para melhorar a sua navegação!