Boys Over Flowers [Crítica]

Um dos maiores clássicos dos mangás japoneses, Hana Yori Dango, já virou anime e ganhou várias versões de doramas. Atualmente Boys Over Flowers está disponível na Netflix, mas foi lançado em 2009 (eu assisti em 2011), quando nem se pensava em streaming por aqui!

Geum Jan Di (Koo Hye Sun) não se parece muito com a Makino do anime, ela é mais meiga, mais sensível e ao contrário do anime, ela cede facilmente às investidas do bad boy, Gu Jun Pyo (que equivale ao Doumyouji). Jan Di é uma garota pobre que depois de impedir um suicídio na escola Shinwa, ganha uma bolsa de estudo para estudar nesse colégio cheio de pessoas milionárias, arrogantes e ambiciosas.

Jan Di não suporta as atitudes do líder do F4 (os quatro garotos mais ricos e cobiçados da escola) e, assim como no anime, acaba batendo nele; como consequência, se torna sua inimiga número um. Gu Jun Pyo (Lee Min Ho) não deixa Jan Di em paz e atormenta muito a garota, até que ele percebe que no fundo está apaixonado pela menina pobre. A partir daí começa a fazer de tudo para conquistá-la, mas Jan Di não acredita tão facilmente assim nesse amor, mesmo porque está mais interessada em Ji Hoo, o mais sensível dos garotos do F4.

O dorama é bem produzido e conta mais sobre os outros rapazes do F4, algo que não ocorre no anime. Jan Di, assim como Makino, é realmente pobre e não sei como consegue trabalhar em mil lugares ao mesmo tempo e ainda por cima estudar! Seus pais são mais divertidos que no anime e no mangá e se preocupam mais com ela. Já a mãe de Gu Jun Pyo é tão megera quanto a do Doumyouji, uma verdadeira cobra!

Eu sei que o enredo parece de novela mexicana, uma garota pobre que encontra um cara rico, na verdade 4 garotos ricos. Porém, a obra é mais do que isso; é sobre uma história de amor e de amizade no mundo dos milionários. Boys Over Flowers (ou Boys Before Flowers) consegue passar a tristeza e a dor dos protagonistas quando estão separados, além de também ter um certo alívio cômico na figura de Gu Jun Pyo, que acha que pode tudo, mas nunca consegue o que realmente quer: Jan Di. Claro, ele não é muito fácil de se gostar quando comete muitos erros ao longo dessa história. Vale destacar também a presença de Lee Min Ho no elenco, ator que que depois fez City Hunter, mas que me ganhou mesmo em Personal Taste (outro dorama que deveria estar na Netflix).

Quem já assistiu pode matar a saudade dessa história que foi um marco tanto como mangá como em tantas outras versões que ganhou! Inclusive gosto bastante da adaptação japonesa, mas a coreana é a minha preferida! Também seria bom se a Netflix colocasse o anime japonês no catálogo.

Michele Lima

Na Nossa Estante

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  • Eu simplesmente amei, esse dorama é o meu preferido, pois tem romance, briga, confusão, amei cada episódio. Super recomendo.

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