Justiça em Família [Crítica do Filme]

Como as primeiras as primeiras críticas que saíram de Justiça em Família me deixaram bem desanimadas com o filme, eu fui assistir o longa esperando algo muito ruim! Bem, excelente não é, mas já vi muito piores.
Ray Cooper (Jason Momoa) é um treinador de boxe que perde sua esposa para o câncer, mas antes teve sua esperança e de sua filha, Amanda Cooper (Isabela Merced), alimentada pelo médico do hospital que o informou sobre uma medicação genérica que poderia ajudá-la, mas uma indústria farmacêutica compra o remédio e o congela no mercado para não ser prejudicada. Com isso, Ray coloca a culpa da morte da esposa nas costas da farmacêutica que obviamente não dá a mínima, mesmo ele ameaçando o presidente da empresa publicamente.
Um tempo depois um jornalista procura Ray porque sabe demais coisas e quer expor o caso, mas ambos sofrem um ataque que mostra que os chefes da empresa estão um passo à frente deles. Outro salto temporal e em dois anos vemos Rachel lutando e descontando suas frustrações nos treinos. E todo o filme vai nos apresentando uma jornada de vingança que começa com o assassinato do presidente da farmacêutica e avança para os verdadeiros chefões. E enquanto isso, não só o FBI está numa busca implacável por conta das mortes, mas encontramos um vilão (Manuel Garcia-Rulfo) daqueles bem rasos que quer eliminar Cooper.
Apesar de Momoa ser excepcional nas cenas de lutas, o grande destaque , como já mostra no título original, é Isabela Merced, não só porque ela também sabe lutar, mas pela parte dramática que fica bastante a cargo dela. E durante o filme vamos encontrando motivos para questionar as ações que nos aparecem, como se fossem furos para no final tudo fazer de certa forma sentido, mas não o suficiente para nos convencer. Se antes da reviravolta poderiam dizer que era um filme clichê com boas cenas de ação dirigidas por Brian Andrew Mendoza, depois da revelação o longa ficou em perspectiva interessante, mas com pouca credibilidade porque tudo é bem jogado em tela sem muita preocupação com os detalhes. E Manuel Garcia-Rulfo sem dúvida tinha um personagem que poderia ter sido melhor aproveitado.
Em suma, para quem assistiu A força da natureza com Mel Gibson vai com certeza achar Justiça em Família bem melhor, não é um filme impossível de assistir e quando fica monótono o plot twist ajuda bastante, mas é um longa completamente esquecível principalmente na carreira do Momoa.
Trailer
FICHA TÉCNICA
Título: Justiça em família
Título Original: Sweet Girl
Direção: Brian Andrew Mendoza
Data de lançamento: 20 de agosto de 2021
Nota: 2/5
Netflix
Michele Lima
Na Nossa Estante

View Comments

Share
Published by
Na Nossa Estante

Recent Posts

Valor Sentimental [Crítica]

Valor Sentimental é um drama não muito pungente para assistir num domingo à tarde enquanto…

22 horas ago

Os Sete Relógios de Agatha Christie [Crítica]

Talvez por não ter criado muitas expectativas em Os Sete Relógios de Agatha Christie, é…

2 dias ago

Pro Bono [Crítica do Dorama]

Pro Bono, disponível na Netflix, é ideal para nós, viúvos de séries de tribunal! Que…

6 dias ago

All Her Fault [Crítica da Série]

Embora siga a fórmula padrão de suspense, All Her Fault chama a atenção merecidamente. A…

1 semana ago

Desprazer Em Te Conhecer [Crítica]

Desprazer em te conhecer, disponível no Prime Video, prometeu comédia e entregou comédia até o…

2 semanas ago

Beijo Explosivo [Crítica do Dorama]

Beijo Explosivo é um dorama disponível na Netflix. Uma comédia romântica com ótimos protagonistas e…

3 semanas ago

Nós usamos cookies para melhorar a sua navegação!