Virgin River – 7ª Temporada [Crítica]

Eu achava que não havia mais nada a ser explorado em Virgin River e me enganei, ainda bem! A sétima temporada da série mostrou que o casal Mel (Alexandra Breckenridge) e Jack (Martin Henderson) ainda vai passar por muitas provações, assim como Brie (Zibby Allen) e Brady (Benjamin Hollingsworth), o personagem mais odiado pelos roteiristas.
Depois de casados, Jack e Mel seguem na tentativa de realizar o grande sonho deles: ter filhos. É aí que entra Marley (Rachel Drance), uma garota que os escolhe para serem os pais de seu filho. No entanto, o casal enfrenta as dúvidas da mãe e questões relacionadas à saúde da criança.
No núcleo da terceira idade, temos Doc (Tim Matheson) enfrentando um processo que pode acabar com a carreira dele. Porém, o médico da cidade conta com a ajuda de sua leal esposa, a prefeita Hope (Annette O’Toole), minha personagem preferida! O ex de Hope aparece claramente querendo reconquistá-la, o que gera ciúmes em Doc. No fim da temporada, a sensação é de que esse triângulo vai ganhar muita força, assim como a luta de Hope para impedir o avanço de grandes corporações na cidade.
Já no núcleo dos mais jovens, temos Lizzie (Sarah Dugdale) e Denny (Kai Bradbury) se tornando pais. Lizzie passa por crises de ansiedade, e essa trama foi ótima, pois, além de abordar um assunto nem sempre tão comentado como a depressão pós-parto, a série também não demoniza o uso de medicamentos psiquiátricos.

O triângulo entre Mike (Marco Grazzini), Brie e Brady chega ao fim. Apesar de, nos livros, Brie e Mike serem um casal, na série Brady realmente funciona melhor com a irmã de Jack. O problema é que Brady é o cara mais azarado de Virgin River! Outra trama que gostei de acompanhar foi a de Preacher (Colin Lawrence) crescendo como cozinheiro. Agora, o melhor amigo de Jack terá que tomar a decisão de seguir sem o amigo e abrir um restaurante próprio ou se contentar com o bar do Jack.
Virgin River é uma série “confort”, com cenários sempre incríveis e que traz temas interessantes, mas nunca com tensão suficiente para me fazer acreditar que os personagens realmente estão em perigo. Fica sempre aquela sensação de que tudo vai se resolver em algum momento. Ainda assim, foi uma temporada que explorou bem as tramas dos núcleos secundários e trouxe novos personagens. Agora é esperar pela oitava temporada!
Michele Lima

