Hong, a Infiltrada, dorama disponível na Netflix, rapidamente se tornou um dos meus preferidos! A sinopse pode até levar o público a imaginar uma comédia romântica tradicional, mas a história vai muito além disso. Embora o romance esteja presente, o verdadeiro foco da narrativa está nas relações de amizade e na investigação corporativa conduzida pela protagonista.
Ambientado nos anos 1990, o dorama acompanha Hong Geum-bo (Park Shin-hye), uma investigadora extremamente competente especializada em fraudes financeiras. Para conseguir reunir provas contra o presidente da Hanmin, ela precisa se infiltrar na empresa trabalhando disfarçada como estagiária. O plano já seria complicado por si só, mas a situação se torna ainda mais delicada quando seu ex-namorado se torna o novo CEO da companhia.
A série funciona muito bem graças ao contraste entre as duas identidades da protagonista. Ao mesmo tempo em que é uma profissional experiente e respeitada, Hong precisa fingir ingenuidade no ambiente corporativo. Esse jogo de aparências gera diversas situações engraçadas que ajudam a manter o tom leve da narrativa.
Ainda assim, o grande destaque da trama está em seus personagens e na linha investigativa. No núcleo principal estão as meninas que moram com Hong em um apartamento de solteiras, e cada uma delas guarda um segredo. Go Bok-hee (Ha Yoon-kyung) é a secretária do CEO da empresa e seu contraste de personalidade com Hong rende alguns dos melhores momentos da série. Os embates entre as duas são especialmente divertidos. Também temos Kim Mi-sook (Kang Chae-young), uma garota doce que acaba sendo responsável pela parte mais dramática da história. Por fim, Nora (Choi Ji-soo) completa o grupo como a personagem mais inocente e simpática.
No núcleo da empresa, encontramos personagens bastante ambiciosos. O presidente pensa apenas em si mesmo, enquanto Song Ju-ran (Park Mi-hyun), sua assistente fiel, se mostra uma mulher extremamente ardilosa. Há também Albert (Cho Han-gyeol), colega de Hong no departamento de Gestão de Risco, um setor onde aparentemente ninguém trabalha muito. É impossível não se divertir com esse grupo de funcionários preguiçosos e carismáticos. Albert acaba se apaixonando por Hong, assim como o brilhante especialista em TI, Lee Yong-gi (Jang Do-ha).
Apesar de o romance atravessar toda a história, ele nunca se torna o centro da narrativa. Albert se aproxima bastante de Hong e, em determinado momento, confesso que torci pelos dois. Já Shin Jung-woo (Ko Kyung-pyo), o CEO, permanece envolto em certo mistério, enquanto Lee, coitado, nunca parece realmente ter uma chance.
Hong, a Infiltrada consegue prender a atenção do início ao fim, equilibrando um bom mistério investigativo com personagens carismáticos e várias reviravoltas. A trama também ganha força ao abordar a grande crise financeira da Coreia nos anos 1990, período em que o país precisou recorrer ao FMI, levando muitas empresas à falência.
Com uma ambientação nostálgica, uma protagonista carismática e coadjuvantes marcantes, Hong, a Infiltrada entrega uma história envolvente e divertida. É aquele tipo de dorama que termina deixando uma sensação de saudade dos personagens e do universo apresentado.
Michele Lima
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