A Mulher da Cabine 10 [Crítica do Filme]

Sendo uma pessoa que gosta bastante dos trabalhos de Keira Knightley, resolvi conferir A Mulher da Cabine 10, disponível na Netflix, mas já com poucas expectativas. Ainda bem, porque o filme é bem mediano.

A Mulher da Cabine 10 é uma adaptação do livro homônimo de Ruth Ware, em que acompanhamos a protagonista Laura “Lo” Blacklock (Keira Knightley), uma jornalista investigativa que embarca em um cruzeiro de luxo para cobrir um evento de arrecadação de fundos. Uma matéria que aparentemente seria tranquila acaba se transformando em uma trama cheia de mistérios.

O começo do longa é promissor: somos apresentados a um grupo de pessoas ricas, amigas de Richard Bullmer (Guy Pearce), marido da milionária Anne Lyngstad (Lisa Loven Kongsli), que está com câncer terminal. No entanto, Lo esbarra em uma mulher misteriosa na cabine 10 do navio e, logo depois, testemunha alguém caindo em alto-mar. A questão é que, segundo os funcionários do lugar, não havia ninguém hospedado na cabine 10. A partir daí, somos levados a uma narrativa de suspense em que Lo é constantemente questionada sobre sua saúde mental.

Infelizmente, a trama que parecia promissora tropeça em situações clichês, e o diretor Simon Stone não consegue criar a tensão necessária para o enredo. As coisas melhoram um pouco quando o mistério é revelado antes do final, e a expectativa passa a girar em torno de como os vilões serão desmascarados.


A ambientação claustrofóbica do navio ajuda no suspense psicológico, e a atuação de Keira Knightley se sobressai. Porém, o filme conta com um ótimo elenco completamente mal aproveitado.

Em suma, A Mulher na Cabine 10 apresenta evidentes problemas de ritmo e entrega um suspense fraco e previsível, mas a história tinha potencial para ser bem melhor.

FICHA TÉCNICA

Título: A Mulher da Cabine 10
Título Original: The Woman In Cabin 10
Direção: Simon Stone
Data de lançamento: 10 de outubro de 2025 
Netflix

Michele Lima

Na Nossa Estante

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